Operação Gordura Saturada: MP apreende R$ 400 mil e pede bloqueio de até R$ 25 milhões em Manaus
Operação do Gaeco cumpriu mandados de prisão e busca após investigação apontar movimentações financeiras consideradas incompatíveis.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM), deflagrou nesta quinta-feira (16) a Operação Gordura Saturada para investigar um suposto esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de recursos.
A operação cumpriu:
PUBLICIDADE
- 1 mandado de prisão temporária;
- 8 mandados de busca e apreensão;
- sequestro de bens e valores de até R$ 25 milhões.
As ordens judiciais foram expedidas pela Vara de Garantias e Inquéritos e cumpridas com apoio da Polícia Civil do Amazonas (PC-AM).
Leia mais: Presidente do TSE derruba liminar de Elan Alencar e mantém Glória Carratte como vereadora de Manaus
O que motivou a investigação
Segundo o Ministério Público, a investigação começou após a identificação de saques em espécie considerados incompatíveis realizados pelo sócio de uma empresa de bombonas plásticas com capital social declarado de apenas R$ 30 mil. Durante as apurações, o Gaeco identificou movimentações financeiras milionárias entre essa empresa e outra prestadora de serviços de publicidade para órgãos públicos estaduais e municipais.
De acordo com o MPAM, as transferências ocorreram sem justificativa formal, prestação de serviços ou registro de operações comerciais que explicassem os valores movimentados.
Como funcionaria o esquema investigado
Conforme a investigação, após receber os recursos, a empresa realizava novas transferências para pessoas físicas e jurídicas. Além disso, o sócio investigado efetuava sucessivos saques em dinheiro diretamente no caixa de uma instituição financeira. Segundo o Gaeco, esse tipo de movimentação financeira pode dificultar o rastreamento da origem dos recursos e é compatível com práticas utilizadas para ocultar valores provenientes de contratos com a Administração Pública.
PUBLICIDADE
As suspeitas fazem parte da investigação e ainda serão analisadas no curso do processo judicial.
O que foi apreendido durante a operação
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes apreenderam:
- R$ 400 mil em dinheiro vivo;
- uma arma de fogo;
- documentos e materiais que poderão auxiliar nas investigações.
Além das apreensões, a Justiça autorizou o sequestro de bens e valores que podem chegar a R$ 25 milhões, medida destinada a garantir eventual reparação de danos caso as irregularidades sejam confirmadas.
O processo já foi concluído
O Ministério Público informou que os autos tramitam em segredo de justiça, razão pela qual não foram divulgados os nomes dos investigados nem detalhes adicionais sobre as empresas envolvidas.
As investigações continuam para identificar a origem dos recursos, a movimentação financeira e a eventual participação de outras pessoas no esquema.
O que significa o sequestro de bens
O sequestro de bens é uma medida cautelar prevista na legislação brasileira. Ela permite que a Justiça bloqueie temporariamente patrimônio e valores dos investigados para impedir a ocultação ou dilapidação de bens durante a investigação, sem representar, por si só, condenação ou reconhecimento de culpa.
Contexto regional
A Operação Gordura Saturada integra a atuação do Gaeco no combate a crimes contra a Administração Pública e à lavagem de dinheiro no Amazonas. Casos que envolvem contratos públicos costumam receber atenção especial dos órgãos de controle, pois podem impactar diretamente a aplicação de recursos destinados a serviços essenciais. Como o processo tramita sob segredo de justiça, novas informações dependerão das próximas etapas da investigação e de eventuais manifestações do Ministério Público e do Poder Judiciário.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






