Paciente com morte cerebral mantém respiração e batimentos após desligamento de aparelhos em hospital de Manaus
Família surpreendeu com caso que desafia protocolos de morte encefálica.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – Um caso raro registrado em Manaus na madrugada desta quarta-feira (27) chamou a atenção da equipe médica e da família de um paciente de 44 anos. Segundo os parentes, mesmo após o desligamento dos aparelhos de suporte vital, o homem continuou apresentando batimentos cardíacos e respiração espontânea.
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A situação ocorreu em um hospital particular da capital, cujo nome não foi revelado a pedido dos familiares. A identidade do paciente também foi preservada. Segundo os parentes, ele estava a trabalho no Rio de Janeiro no início do mês quando foi encontrado desacordado dentro de um quarto de hotel, no dia 10 de agosto.
Levantado às pressas para uma unidade hospitalar no Rio, passou por manobras de reanimação, mas os exames clínicos e neurológicos confirmaram morte encefálica. Diante do diagnóstico, o protocolo de desligamento dos aparelhos chegou a ser iniciado. Ainda assim, os familiares optaram por transferi-lo para Manaus em uma UTI aérea no dia 23 de agosto, buscando estar mais próximos e manter viva a esperança de um milagre.
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Já na capital amazonense, o protocolo médico foi seguido novamente e a morte cerebral confirmada. A família, em consenso, autorizou a interrupção do suporte. Pouco antes do procedimento, um pastor amigo dos parentes realizou uma oração no leito, em um momento de despedida.
O inesperado aconteceu logo em seguida. Ao serem desligados os aparelhos, o paciente surpreendeu a equipe ao continuar com batimentos cardíacos e respiração espontânea, sem o auxílio de ventilação mecânica.
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Explicações médicas
Especialistas afirmam que casos assim são raríssimos, mas possíveis. Segundo médicos intensivistas, mesmo diante da morte encefálica, o corpo pode apresentar reflexos automáticos ou funções residuais por um período limitado. Apesar do impacto emocional que essas situações causam, os protocolos nacionais e internacionais consideram a morte cerebral como critério definitivo de óbito.
Ainda assim, episódios como o ocorrido em Manaus reacendem debates sobre ética, ciência e religião. Para muitos, o fenômeno levanta questionamentos sobre os limites da medicina e o conceito de vida. Para outros, reforça crenças espirituais em torno de milagres e da fé.
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