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Pais de Benício acusam sucessão de erros que resultaram na morte do menino em hospital de Manaus e delegado aponta homicídio

A Polícia Civil investiga o caso e o delegado responsável já classificou o episódio como homicídio.

Por Natan AMPOST

08/12/2025 às 11:13 - Atualizado em 08/12/2025 às 11:17

Notícias de Manaus – A morte do menino Benício Xavier, de apenas 6 anos, após receber adrenalina intravenosa no Hospital Santa Júlia, em Manaus, ganhou contornos ainda mais alarmantes após o programa Fantástico revelar novos detalhes da tragédia. A família afirma que houve uma sucessão de erros que começou na prescrição médica e terminou em uma reação em cadeia que tirou a vida da criança em questão de minutos. A Polícia Civil investiga o caso e o delegado responsável já classificou o episódio como homicídio.

Benício chegou ao hospital no dia 22 de novembro com um quadro simples: tosse seca e suspeita de laringite. A expectativa da família era a de um atendimento básico — lavagem nasal, soro e inalação. Mas o que veio a seguir destoa completamente de qualquer protocolo de segurança. Segundo os pais, o menino acabou recebendo três doses de adrenalina pura, não diluída, diretamente na veia, algo que jamais deveria ser realizado em um caso clínico como o dele.

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A prescrição foi feita pela médica Juliana Brasil Santos. No documento, constava a aplicação intravenosa de três doses de 3 ml de adrenalina, totalizando 9 mg — quantidade incompatível com o padrão pediátrico de segurança para esse tipo de medicação. A técnica de enfermagem Raíza Bentes foi quem aplicou as doses.

A mãe, Joice, estranhou logo ao ver o preparo do medicamento. “Cadê a inalação? Sempre foi por inalação”, questionou. Segundo ela, a técnica admitiu que também nunca havia aplicado adrenalina diretamente na veia, mas seguiu a prescrição. A partir dali, o estado de Benício despencou. A criança ficou pálida, com as extremidades arroxeadas, e dizia que “o coração estava queimando”.

O pai, Bruno Mello de Freitas, presenciou tudo. A cena, segundo ele, é impossível de esquecer. “Nenhum pai leva o filho para um hospital para morrer. Ainda mais da forma que o Benício morreu. Foi uma sucessão de erros, uma negligência que a gente viu acontecendo ali na nossa frente.”

A técnica contou que, depois de aplicar a medicação e perceber a reação, correu para chamar a médica. “Eu informei que tinha administrado a medicação e que a criança tinha tido reação. Falei que foi adrenalina. E ela só disse: ‘tá bom’.” A falta de checagem, revisão e orientação adequada completa o que o delegado define como um erro estrutural.

Benício foi levado às pressas para a UTI e sofreu uma série de paradas cardíacas. Não resistiu.

O delegado Marcelo Martins, responsável pela investigação, afirmou que a cadeia de falhas foi decisiva. Para ele, o hospital ignorou protocolos básicos: dupla checagem da medicação, supervisão farmacêutica e condutas essenciais para evitar erro humano. “Percebe-se um erro estrutural, sequencial de protocolos, de cuidados. O Benício não teve chance”, resumiu.

Quando questionado se o menino foi vítima de um crime, Martins é direto: “Com certeza, um homicídio.” Ele aponta que tanto a médica quanto a técnica tinham possibilidade de evitar o desfecho caso tivessem revisado a prescrição ou interrompido o procedimento diante da anomalia. A polícia agora apura, além da prescrição, eventuais falhas na intubação e na estrutura interna do hospital.

Enquanto a investigação avança, a família cobra justiça — e respostas. “A gente não quer que outra criança passe pelo que o Benício passou”, disse Bruno.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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