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Pesquisa sobre preço de combustíveis nos postos de Manaus mostra mercado sem concorrência e reforça suspeita de Cartel

Levantamento mostrou que a precificação dos combustíveis em Manaus é altamente homogênea, sem grandes variações entre os postos.

Por Natan AMPOST

01/03/2025 às 15:48 - Atualizado em 07/03/2025 às 10:53

Neste sábado (1), o Instituto Perspectiva divulgou os resultados de um estudo que analisou os preços dos combustíveis em 245 postos de Manaus, no dia 28 de fevereiro de 2025, com uma equipe de pesquisadores percorrendo as ruas da cidade entre 7h e 15h, para coletar dados. A pesquisa revela um mercado saturado, com pouca variação de preços e, mais preocupante ainda, a falta de concorrência real entre os postos. Isso resulta em um cenário onde o consumidor é forçado a pagar preços elevados e, muitas vezes, injustificados.

Veja documento: ESTUDO DE PREÇOS DOS COMBUSTÍVEIS (1)

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Vale lembrar que no início do mês de fevereiro houve um novo e significativo reajuste no preço da gasolina comum em Manaus. Em diversos postos da cidade, o litro do combustível saltou de R$ 6,99 para R$ 7,29. O aumento gerou revolta entre os consumidores e também provocou reações de representantes políticos locais. O vereador Rodrigo Guedes se manifestou por meio de suas redes sociais, denunciando a prática como um suposto cartel de combustíveis em Manaus, que é um combinação entre empresários para manter preços elevados e obrigar o consumidor a pagar.

A análise dos dados coletados pela Perspectiva, revelou um padrão homogêneo na precificação dos combustíveis. A gasolina comum, por exemplo, teve um preço médio de R$ 7,29, e a mediana foi idêntica.

Veja abaixo os preços médios e medianos registrados na pesquisa:
Gasolina comum: Média de R$ 7,29, mediana de R$ 7,29;
Gasolina aditivada: Média de R$ 7,30, mediana de R$ 7,29;
Etanol: Média de R$ 5,49, mediana de R$ 5,49;
Diesel S10: Média de R$ 6,88, mediana de R$ 6,89;
Diesel S500: Média de R$ 6,88, mediana de R$ 6,89.

Embora em mercados competitivos os preços dos combustíveis possam variar consideravelmente de um posto para outro, a pesquisa demonstrou que em Manaus há uma disparidade mínima entre os preços praticados, independentemente da bandeira do posto. As principais redes de combustíveis, como a Atem, Shell e Petrobras, apresentam preços similares, em torno de R$ 7,29 para a gasolina comum. Este dado é alarmante, pois sugere que não há uma guerra de preços acontecendo entre as grandes redes de postos, o que poderia beneficiar o consumidor.

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Esse padrão homogêneo de precificação levanta suspeitas de formação de cartel, uma prática ilegal que impede a livre concorrência e prejudica os consumidores.

Diante desse cenário, a população se vê sem alternativas para driblar o alto custo do combustível. Sem concorrência real e com pouca fiscalização efetiva, o consumidor segue refém de um mercado que deveria atuar em prol da competitividade e da oferta de preços justos. As autoridades precisam agir de forma enérgica para investigar as suspeitas de cartel e garantir que Manaus não se torne um exemplo de exploração desenfreada do consumidor.

Estratégia de Localização dos Postos: Dificuldades para os Motoristas

Outro aspecto que merece atenção no estudo foi a análise sobre a distribuição dos postos de combustíveis pelos bairros de Manaus. Os bairros mais populosos e de maior movimento, como Flores e Parque Dez de Novembro, concentram o maior número de postos. Esses locais possuem uma alta demanda por combustíveis devido ao tráfego intenso de veículos e à presença de importantes corredores comerciais e industriais. Por outro lado, alguns bairros periféricos, com menor fluxo de carros ou menos densidade populacional, possuem um número reduzido de postos, o que pode significar que o abastecimento se torna mais difícil para os motoristas dessas regiões.

No entanto, é justamente nesses bairros mais periféricos onde a concorrência poderia ser mais saudável. Se os postos em áreas de alta demanda como Flores, Parque Dez de Novembro e Aleixo estão praticando preços elevados e similares, é difícil acreditar que uma competição real esteja acontecendo. Isso gera uma preocupação maior: será que as grandes redes, sabendo da falta de alternativas nos bairros periféricos, estão utilizando sua localização estratégica para manter os preços elevados, sem qualquer preocupação com a concorrência ou com o bem-estar do consumidor?

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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