Piloto aponta ondas gigantes e desequilíbrio como causas de naufrágio em Manaus
Segundo comandante, clima severo e movimentação de passageiros foram decisivos para o acidente.

Foto: Reprodução
Resumo
O comandante da lancha que naufragou próximo a Manaus prestou depoimento à Polícia Civil e apontou fatores climáticos e a movimentação dos passageiros como determinantes para o acidente. Segundo ele, ondas fortes, deslocamento de peso e a entrada de água pela proa provocaram o afundamento da embarcação, que resultou em mortos e desaparecidos. A defesa afirma que o piloto colaborou com o resgate e segue cooperando com as investigações.
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Em depoimento à Polícia Civil do Amazonas, Pedro José da Silva Gama, comandante da lancha Lima de Abreu XV, relatou as circunstâncias que levaram ao naufrágio ocorrido na última sexta-feira (13), nas proximidades de Manaus. O acidente resultou em duas mortes e deixou sete pessoas desaparecidas.
Viagem seguia normal até mudança climática
Segundo o piloto, a embarcação seguia normalmente em direção ao município de Nova Olinda do Norte até alcançar a região do Encontro das Águas. Nesse momento, as condições meteorológicas teriam mudado de forma repentina, com a ocorrência de um vendaval intenso.
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Ondas fortes e quebra de vidros
Pedro Gama afirmou que ondas de até três metros atingiram a lancha de forma sucessiva. De acordo com o relato, a força das ondas foi suficiente para quebrar os vidros da embarcação, causando pânico entre os passageiros.
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Movimentação de passageiros agravou situação
Com o susto, vários passageiros teriam se deslocado para a parte frontal da lancha. Mesmo após orientações para que retornassem aos assentos, o acúmulo de pessoas na proa provocou desequilíbrio no peso da embarcação, contribuindo para a inclinação.
Entrada de água acelerou o afundamento
Ainda conforme o comandante, durante a sequência de ondas, passageiros abriram a porta da proa, permitindo a entrada de grande volume de água no convés. Esse fator teria acelerado o afundamento pela parte frontal da lancha.
Defesa afirma colaboração com investigações
O piloto declarou que os motores funcionavam normalmente e que havia coletes salva-vidas suficientes, cuja distribuição foi imediatamente orientada à tripulação. Em nota, a defesa reforçou que Pedro Gama permaneceu no local para ajudar no socorro e vem colaborando de forma transparente com as investigações. Ele responderá em liberdade por homicídio culposo após pagamento de fiança.
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