Polícia Militar do Amazonas repudia envolvimento de agentes com milícia e anuncia medidas disciplinares
Nove agentes de segurança foram presos em Manaus por envolvimento com milícia, extorsão e sequestros.
- Foto: AM POST
Notícias de Manaus – Após a deflagração da Operação Militia, que resultou na prisão de nove agentes das forças de segurança – entre eles oito policiais militares e um perito da Polícia Civil –, a Polícia Militar do Amazonas (PMAM) se posicionou publicamente e afirmou que não compactua com qualquer tipo de conduta ilícita praticada por seus integrantes. A operação, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), revelou a atuação de uma suposta milícia composta por agentes públicos, acusada de extorsão, roubo, sequestro e associação criminosa.
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Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira (29), o Comandante-Geral da PMAM, coronel Marcos Klinger, destacou que os policiais investigados representam uma minoria que não condiz com o compromisso e a conduta da corporação. “A Polícia Militar recebe essa denúncia com muita seriedade. Acreditamos que esses policiais envolvidos nessa investigação não representam os mais de 8.500 militares que estão nas ruas, arriscando suas vidas diariamente para proteger e servir a sociedade”, afirmou.
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Klinger reforçou que a corporação preza pela ética, disciplina e respeito às leis, e que todos os policiais militares estão sujeitos à responsabilização, tanto no âmbito penal quanto administrativo. “Queremos deixar bem claro que a Polícia Militar não compactua com nenhum ato ilícito de seus agentes. Toda e qualquer denúncia será apurada com rigor”, completou.
Já o coronel Corrêa Junior, porta-voz da PMAM para assuntos internos, informou que será instaurado um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra os policiais suspeitos. “Vamos apurar cada transgressão à luz do nosso código de ética e do regulamento disciplinar da corporação. Se confirmadas as condutas criminosas, os envolvidos serão demitidos. Esse é um processo que respeita o contraditório, mas será conduzido com total firmeza”, declarou.
Os policiais são suspeitos de integrar um grupo que simulava abordagens oficiais usando balaclavas, coletes, armas longas e roupas táticas, para sequestrar vítimas com suposto envolvimento com o crime. Segundo o MP, o objetivo dos criminosos era extorquir dinheiro, armas ou drogas em troca da libertação das vítimas.
A Polícia Militar também afirmou que vai reforçar as ações de controle interno e ampliar a atuação da Corregedoria, com foco em identificar possíveis desvios de conduta entre os integrantes da corporação. O Comando-Geral pretende intensificar o acompanhamento de ações operacionais, inclusive com o uso de tecnologias como câmeras corporais, para garantir a transparência no serviço prestado à população.
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