‘Por mim não tinha nenhum ônibus circulando’, diz presidente dos rodoviários sobre greve em Manaus
Gilberto Oliveira afirma que paralisação seguirá por tempo indeterminado até que trabalhadores recebam salários atrasados e diz estar aberto ao diálogo com Prefeitura e Governo do Amazonas.
- Gilberto Oliveira, presidente do STTRM, disse que, se dependesse dele, não haveria ônibus circulando em Manaus durante a greve.
- A paralisação segue por tempo indeterminado, até que os rodoviários recebam os pagamentos em atraso; a circulação parcial ocorre por decisão judicial.
- O sindicato cobra salários e vale previstos em acordo coletivo, citando impactos como multas, juros e restrições financeiras para os trabalhadores.
- Oliveira também mencionou dívida do Governo do Amazonas com o transporte estudantil e afirmou estar aberto ao diálogo com autoridades para resolver o impasse.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

FOTO: AM POST
Notícias de Manaus – O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), Gilberto Oliveira, afirmou nesta terça-feira (21) que, se dependesse dele, nenhum ônibus estaria circulando na capital. A declaração foi dada durante entrevista ao AM Post, em meio à greve da categoria. Segundo ele, a paralisação continuará por tempo indeterminado até que os trabalhadores recebam os pagamentos em atraso.
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“Por mim não tinha nenhum ônibus circulando”
Durante a entrevista, Gilberto Oliveira criticou os atrasos salariais enfrentados pelos rodoviários e afirmou que a circulação parcial dos ônibus ocorre apenas por determinação da Justiça.
“Por mim, não tinha nenhum ônibus circulando, mas, infelizmente, tem uma decisão judicial que a gente vai cumprir.”
Segundo o sindicalista, a categoria considera inaceitável trabalhar sem receber os salários na data prevista.
Greve continua por tempo indeterminado
O presidente do sindicato informou que a paralisação não tem prazo para acabar.
De acordo com ele, os rodoviários só retornarão integralmente às atividades quando os pagamentos forem efetuados.
“Nossa paralisação é por tempo indeterminado. Só vamos voltar a trabalhar depois que receber. Depois que o trabalhador receber e puder colocar pão na mesa da sua família, a gente volta a trabalhar. Enquanto isso, é greve.”
Sindicato cobra pagamento dos trabalhadores
Gilberto Oliveira afirmou que o movimento foi motivado pelos sucessivos atrasos no pagamento dos salários e do vale previsto em acordo coletivo.
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Segundo ele, muitos trabalhadores acabam acumulando multas, juros e restrições financeiras por não receberem os valores na data correta.
O presidente também disse que a população já conhece o motivo da paralisação e entende que os rodoviários são vítimas da situação.
Dívida sobre transporte estudantil também foi citada
Durante a entrevista, Gilberto Oliveira afirmou que o Governo do Amazonas possui uma dívida milionária relacionada ao custeio do transporte estudantil.
Segundo ele, o sindicato não pretende apontar culpados entre Estado, Prefeitura ou empresas, mas defende que o impasse seja resolvido para garantir os direitos dos trabalhadores.
Presidente diz estar aberto ao diálogo
Apesar das críticas, o dirigente afirmou que está disposto a conversar com qualquer autoridade que apresente uma proposta para solucionar o impasse.
Segundo Gilberto Oliveira, o prefeito de Manaus entrou em contato para marcar uma reunião e, caso seja convidado pelo Governo do Amazonas, também participará das negociações.
“O interesse aqui não é fazer politicagem. O interesse é garantir o direito dos pais e mães de família que trabalham no transporte coletivo da cidade de Manaus”, afirmou.
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