Professor acusado de agredir adolescente autista é exonerado após repercussão do caso em Manaus
Ângelo Márcio Bezerra Carioca foi desligado do gabinete do vereador Coronel Rosses; Polícia Civil investiga a agressão registrada em vídeo.

FOTO: Reprodução
Notícias de Manaus – O servidor Ângelo Márcio Bezerra Carioca, apontado como autor das agressões contra um adolescente com Transtorno do Espectro Autista (TEA), foi exonerado do cargo que ocupava no gabinete do vereador Coronel Rosses (PL). A decisão foi anunciada após a ampla repercussão do vídeo que mostra o episódio ocorrido em Manaus.
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Gabinete anuncia exoneração imediata
Em nota oficial, o gabinete do vereador informou que a exoneração ocorreu imediatamente após a divulgação das imagens.
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No comunicado, o parlamentar afirmou que repudia qualquer ato de violência e declarou que está à disposição das autoridades para contribuir com a apuração dos fatos.
“Diante da gravidade da situação, o gabinete informa que o servidor foi exonerado imediatamente de suas funções”, informou a nota.

Servidor apresentou sua versão
Após a repercussão do caso, Ângelo Carioca divulgou um vídeo nas redes sociais apresentando sua versão dos acontecimentos.
Segundo ele, decidiu intervir após presenciar o adolescente supostamente agredindo um cachorro.
O servidor afirmou que chamou a atenção do jovem, que teria reagido com agressividade, proferido ofensas e o ameaçado. Ainda de acordo com ele, o contato físico ocorreu após o adolescente atingi-lo no rosto.
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Ângelo também pediu desculpas pelo ocorrido e disse que não sabia que o jovem era autista. Ele afirmou ainda que trabalha com crianças, inclusive com necessidades especiais, e negou ter agido por preconceito.
“Eu agir por emoção, para defender um animal indefeso. Aquilo mexeu com a minha emoção”, declarou.
Professor de jiu-jítsu acusado de agredir adolescente autista quebra o silêncio e apresenta sua versão dos fatos pic.twitter.com/NWXEGSHLGA
— AM POST (@portalampost) July 29, 2026
“Vídeo foi editado”, afirma
O professor também sustentou que as imagens divulgadas nas redes sociais mostram apenas parte da ocorrência.
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Segundo sua versão, ele apenas tentou intimidar o adolescente e o contato físico teria acontecido depois que o jovem o atingiu no rosto.
Ainda no pronunciamento, Ângelo afirmou que não teve intenção de machucar o adolescente.
“Eu não queria agredir ele. Se eu quisesse fazer isso, ele não ia ficar nem em pé”, declarou.
Caso segue sob investigação
A agressão foi registrada em vídeo e ganhou grande repercussão nas redes sociais após ser compartilhada pelo deputado federal Amom Mandel.
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O 10º Distrito Integrado de Polícia (DIP) confirmou que um Boletim de Ocorrência foi registrado e informou que o caso está sendo investigado.
Até o momento, a Polícia Civil não divulgou novos detalhes para preservar o andamento das investigações.
Internautas contestam justificativa
Apesar do pronunciamento, a versão apresentada por Ângelo Carioca foi alvo de críticas nas redes sociais.
Diversos internautas afirmaram que, por ser professor de jiu-jítsu, ele deveria ter utilizado técnicas de contenção ou imobilização, caso realmente fosse necessário intervir, em vez de recorrer à violência.
As imagens que circulam nas redes sociais mostram momentos em que o homem aparece intimidando, ameaçando e utilizando força física contra o adolescente, o que levou muitas pessoas a contestarem a justificativa apresentada por ele.
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