Reviravolta: Advogada é indiciada por extorsão contra advogado Charles Garcia acusado de estupro em Manaus
A defesa de Adriane Magalhães contestou o indiciamento, afirmando que a advogada não foi notificada oficialmente.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – A Polícia Civil do Amazonas indiciou a advogada Adriane Cristine Cabral Magalhães pelo crime de extorsão, previsto no artigo 158 do Código Penal Brasileiro. O indiciamento, formalizado no Inquérito Policial nº 0131537-70.2025.8.04.1000, foi confirmado na última quinta-feira (15), e tem como vítimas o também advogado Francisco Charles Cunha Garcia Júnior e sua esposa Juliana Chaves Coimbra.
Veja documento completo: RELATORIO FINAL PC-AM
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Charles Garcia é sobrinho do ex-prefeito de Parintins, Frank Bi Garcia (PSD). O caso ganhou repercussão após o advogado ter sido denunciado por estupro, em abril deste ano, pela ex-recepcionista Marcella Nascimento Pinto, de 34 anos, que trabalhou em seu escritório localizado na Zona Centro-Sul de Manaus. A advogada Adriane Magalhães atuava como defensora da denunciante no processo.
No entanto, a reviravolta no caso ocorreu após Garcia acusar a advogada de tentar utilizar a denúncia para obter vantagem financeira ilícita. Segundo ele, Adriane teria exigido R$ 500 mil para “abafar o caso”, o que motivou a abertura de investigação paralela no 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP).
As autoridades reuniram provas materiais contundentes, como gravações de conversas, trocas de mensagens e atas notariais, que demonstram a tentativa de extorsão. Diante do conjunto probatório, a Polícia Civil concluiu o inquérito com o indiciamento da advogada.
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Em nota, Charles Garcia reforçou sua confiança na Justiça e nas instituições responsáveis pela apuração dos fatos. “Jamais cedi e nem cederei às intimidações. Reafirmo total confiança na atuação da Polícia Civil, do Ministério Público e do Poder Judiciário do Amazonas”, declarou.
A delegada do 16° Distrito Integrado de Polícia (DIP) Grace Louisa Souza Jardim apontou, que há indícios suficientes da prática de extorsão pela advogada Adriane Cristine.
Outro lado
A defesa de Adriane Magalhães contestou o indiciamento, afirmando que a advogada não foi notificada oficialmente e não figura como parte em nenhuma ação penal. Em nota, os advogados classificaram a divulgação do indiciamento como um “vazamento de informações” e anunciaram que adotarão medidas legais para identificar os responsáveis pela suposta quebra de sigilo.
“É importante destacar que não houve, até o presente momento, qualquer notificação oficial às partes interessadas sobre eventual indiciamento. Além disso, causa estranheza e preocupação a divulgação de informações oriundas de procedimento que, em tese, tramita sob sigilo, contrariando princípios básicos do devido processo legal, da presunção de inocência e do respeito às garantias fundamentais. A exposição seletiva e descontextualizada de dados, ainda que não confirmados, gera grave prejuízo à imagem e honra da profissional, além de afrontar o Estado Democrático de Direito”, diz a nota.
O caso segue sob apuração. A denúncia de estupro contra Charles Garcia também continua tramitando e será analisada separadamente.
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