Rodoviários anunciam greve para próxima quarta-feira (17), em Manaus
A paralisação foi decidida após o sindicato informar que não houve acordo com as empresas para obter reajuste salarial de 12%.
- Foto: Reprodução
Redação AM POST
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O Sindicato dos Rodoviários informou nesta quinta-feira (11), que a categoria vai entrar em greve a partir da próxima quarta-feira (17), em Manaus. A paralisação foi decidida em assembleia da categoria após o sindicato informar que não houve acordo com as empresas para obter reajuste salarial de 12%.
De acordo com o presidente do sindicato dos rodoviários, Givancir de Oliveira Silva, desde março a categoria cobra aos empresários do setor de transporte coletivo a correção dos salários. O sindicalista afirmou que em 2020 e 2021 os rodoviários não receberam o aumento. Em 2022, o dissídio foi parcelado de duas vezes.
“No mês de abril notificamos todos os órgãos competentes sobre o dissídio coletivo da nossa categoria, nem uma resposta foi dada, a greve é nosso último recurso, não é o que queremos, mas se não tiver outra alternativa, os trabalhadores decidiram parar o transporte coletivo na próxima quarta-feira. Como falei, tentamos resolver de forma harmoniosa, mas não tivemos sucesso, agora não tem mas jeito, a assembleia foi feita, e os trabalhadores estão decididos em parar e buscar o que é seu por direito”, disse Givancir.
Os representantes do sindicato acreditam que o anúncio da greve para próxima semana é tempo suficiente para os empresários viabilizarem o atendimento às reivindicações dos rodoviários.
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Devido a ameaça de greve, o Sinetram, por conta da ameaça de greve, emitiu comunicado nessa semana solicitando aumento da tarifa do transporte coletivo, como forma de garantir recursos para o aumento do salários dos rodoviários.
O prefeito de Manaus, David Almeida informou que a prefeitura já gasta, por ano, R$ 400 milhões para manter o serviço de transporte de passageiros funcionando e que paga os subsídios para evitar um aumento da tarifa, congelada há sete anos em R$ 3,80.
“É um problema de patrão e empregado. Toda vez a prefeitura tem que entrar para resolver e é um problema que vem se avolumando. Virou uma bola de neve. Para que o transporte coletivo se pague, a tarifa [para o usuário] seria de R$ 7,52. Nós pagamos para manter o sistema com R$ 7,52 [R$ 3,72 são subsidiados pela prefeitura]. Sendo que hoje nenhum aluno paga passagem da rede municipal e da rede estadual”, disse David Almeida.
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