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‘Roubo aos amazonenses’: Ream é cobrada a explicar por que não reduziu preço da gasolina após queda do petróleo

Levantamento sustenta que os reajustes foram repassados rapidamente durante a alta do petróleo, mas não acompanharam a queda do mercado internacional após o fim do conflito.

Por Natan AMPOST

09/07/2026 às 21:57

Resumo

  • Denúncia: Levantamento questiona a manutenção dos preços da gasolina após a queda do barril de petróleo.
  • Investigação: Órgãos de fiscalização foram acionados para apurar possível prática abusiva.
  • Questionamento: Refinaria recebeu ofício cobrando explicações sobre os critérios de formação dos preços.
  • Impacto: A Ream abastece distribuidoras que fornecem combustíveis para Manaus e municípios do Amazonas.

Notícias de Manaus – Um levantamento divulgado nesta quinta-feira (9) mostra como a rede Atem está roubando os amazonenses que dependem direta ou indiretamente dos preços dos combustíveis. Os dados são do vereador Rodrigo Guedes e questionam a política de preços praticada pela Refinaria da Amazônia (Ream), administrada pelo Grupo Atem, e sustenta que os reajustes aplicados durante a alta do petróleo internacional não foram revertidos após a queda das cotações.

Segundo o levantamento, a refinaria elevou os preços poucos dias após o início da escalada da guerra entre Estados Unidos e o Irã que impactou o mercado de petróleo devido o Irã exerce controle sobre o Estreito de Ormuz — rota por onde passa cerca de 20% do comércio global de petróleo. No entanto, mesmo com a posterior redução do valor do barril, os preços cobrados às distribuidoras permaneceram elevados.

Como funciona o monopólio da gasolina no Amazonas?

O mercado de combustíveis no estado funciona em uma cadeia onde a refinaria vende para as distribuidoras, que repassam aos postos até chegar ao consumidor final. Em Manaus, esse cenário é controlado pelo Grupo Atem, que comprou a antiga Refinaria Isaac Sabbá (hoje Ream) da Petrobras em 2022 por R$ 1,3 bilhão.

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Essa cadeia verticalizada — onde o mesmo conglomerado é dono da única refinaria da região e de uma grande rede de postos — elimina a concorrência. Como resultado, o grupo detém o controle absoluto sobre as margens de lucro e o valor final cobrado nas bombas dos cidadãos amazonenses.

Por que a Ream recebe incentivos fiscais sem refinar o petróleo local?

A Refinaria de Manaus foi aprovada para receber os benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) com a promessa de investimentos na casa dos R$ 3,18 bilhões para produzir combustíveis mais baratos. Por lei, a contrapartida exige que os processos de filtração, destilação e craqueamento ocorram localmente.

No entanto, a Ream parou de refinar o petróleo extraído em Urucu (Coari) e passou a importar o produto de países como Peru, México, Estados Unidos e nações árabes. Enquanto o petróleo do Amazonas é transportado para fora do estado, a refinaria goza de isenções fiscais bilionárias sem realizar a produção interna acordada.

Qual foi o impacto da guerra internacional no preço do combustível em Manaus?

Com base nas planilhas do próprio site da Ream, um levantamento divulgado pelo vereador Rodrigo Guedes nesta quinta-feira (9) detalha a velocidade dos reajustes. Apenas três dias após o início do conflito envolvendo o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, a refinaria aplicou o primeiro aumento para as distribuidoras.

Leia mais: Roubo ao consumidor: Preço da gasolina sobe R$ 0,30 da noite para o dia e revolta motoristas em Manaus

A empresa utilizou a alta do barril de petróleo importado, que saltou da casa dos 70 dólares para quase 130 dólares, para aplicar reajustes sucessivos. A crítica principal reside na rapidez em penalizar o consumidor local diante de crises externas.

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Por que a gasolina continua cara se o preço do barril de petróleo já caiu?

O conflito internacional encerrou-se oficialmente em 14 de junho de 2026, e o preço do barril despencou de volta para a casa dos 75 dólares. Mesmo quase um mês após o fim da guerra e com a matéria-prima barata, a refinaria mantém o preço cobrado das distribuidoras R$ 1,60 mais caro por litro.

Considerando que o Amazonas consome cerca de 150 milhões de litros de combustível por mês, esse valor retido artificialmente representa uma retirada forçada de R$ 240 milhões mensais do bolso dos amazonenses para os cofres do grupo empresarial.

O que dizem as autoridades e quais perguntas a Ream terá que responder?

Os órgãos de fiscalização do Amazonas foram oficialmente acionados para investigar a conduta da distribuidora e da refinaria.

Um ofício de cobrança já foi enviado à Ream exigindo esclarecimentos objetivos. O documento questiona formalmente os seguintes pontos:

  • Critérios de reajuste: Quais são os parâmetros técnicos e econômicos para a definição dos preços.

  • Falta de reciprocidade: O motivo de os aumentos serem imediatos, enquanto as reduções internacionais são ignoradas.

  • Previsão de queda: Se existe um cronograma para revisar as tarifas atuais após a queda do barril de petróleo.

  • Composição do preço: Quais fatores além do petróleo (como tributos e margens de lucro) compõem o valor finalizado para o consumidor.

Qual o impacto para os consumidores do Amazonas?

A discussão é considerada relevante porque a Ream abastece distribuidoras responsáveis pelo fornecimento de combustíveis para o Amazonas.

Caso sejam identificadas irregularidades, caberá aos órgãos competentes avaliar a adoção das medidas administrativas ou judiciais previstas na legislação. Até o momento, não há decisão de autoridade pública concluindo que a refinaria tenha praticado qualquer irregularidade.

A reportagem será atualizada caso a Refinaria da Amazônia (Ream) ou o Grupo Atem apresentem posicionamento sobre os questionamentos formulados no ofício ou sobre as denúncias encaminhadas aos órgãos de fiscalização.

 

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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