Salazar é chamado de ‘Chapolin Colorado’ do PL por omissão em defesa de Bolsonaro no Amazonas
Apelido é em referência ao personagem que aparece apenas em momentos de desespero e confusão, mas sem efetiva resolução.
- Foto: Reprodução
Notícias de Manaus – O vereador de Manaus, Sargento Salazar (PL), tem sido apelidado de “Chapolin Colorado” por integrantes do Movimento Conservador no Amazonas. A referência irônica ao personagem humorístico que aparece apenas em momentos de desespero e confusão mas sem efetiva resolução é usada para criticar o silêncio do parlamentar diante das recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, fato que movimentou toda a direita no país.
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A ausência de Salazar em manifestações públicas e, especialmente, no vídeo manifesto produzido pelo PL em apoio ao ex-presidente, causou revolta em lideranças da direita amazonense. Considerado até então uma figura em ascensão no campo conservador, o vereador agora enfrenta acusações de omissão política, oportunismo e falta de compromisso com a base que o elegeu.
“Ele só aparece quando quer se promover. Quando é hora de defender Bolsonaro e o conservadorismo, desaparece como o Chapolin. Isso é trair a confiança do eleitor”, disse um dos líderes do Movimento Conservador, que pediu anonimato.
Apesar de ser filiado ao mesmo partido de Bolsonaro, Salazar tem evitado se posicionar sobre os inquéritos e medidas judiciais contra o ex-presidente. A postura é vista como estratégica por alguns, mas como covardia por muitos dentro do bolsonarismo. “Salazar nunca sobe o tom quando é pra defender Bolsonaro. Isso não é postura de um conservador. É de aliado do sistema”, criticou outro membro do grupo conservador.
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Internamente, a avaliação é de que o silêncio do vereador pode custar caro nas próximas eleições. A possível candidatura de Salazar a deputado federal em 2026 já enfrenta resistência de setores do próprio PL e de grupos que ajudaram a impulsionar sua campanha para a Câmara Municipal de Manaus.
Segundo militantes de direita, o vereador está “governando com quem sempre atacou Bolsonaro”. Essa mudança de postura, apontam, vai minando a confiança de um eleitorado que exige lealdade ao ex-presidente. “O povo conservador não esquece. Quem trai a base vai ouvir nas urnas”, afirmou um ativista do interior do estado.
Apesar das críticas, Salazar não se pronunciou até o momento e continua ausente dos debates públicos sobre o futuro da oposição bolsonarista. A estratégia de se manter neutro pode ter sido pensada para não se desgastar com setores do centro político, mas o efeito tem sido o oposto entre os conservadores.
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