Secretário denuncia ataques violentos durante operação no Centro de Manaus: “servidor está com afundamento de crânio”
Alberto Siqueira confirmou que os responsáveis pelas agressões foram presos.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Três servidores públicos da Guarda Municipal de Manaus foram hospitalizados nesta quinta-feira (7/8) após serem brutalmente agredidos por ambulantes irregulares durante uma ação de fiscalização no Centro da capital amazonense. Um dos agentes está com afundamento de crânio, segundo informou o secretário de Segurança Pública do município, Alberto Siqueira.
A ação fazia parte do programa “Mutirão no Bairro”, promovido pela Prefeitura de Manaus com o objetivo de reordenar o comércio informal e coibir práticas ilegais, como a venda de produtos vencidos ou armazenados em condições insalubres.
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De acordo com o secretário, os fiscais da Semacc (Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal) haviam identificado bancas que ofereciam alimentos fora da validade e mal acondicionados, muitos deles expostos em locais com presença de ratos.
“Descobrimos que há locais armazenando produtos fora da validade e, por normas técnicas e leis, os fiscais foram retirar esses itens de circulação. A Guarda Municipal estava ali apenas garantindo a segurança deles. Infelizmente, os servidores foram atacados por ambulantes atiçados por terceiros. Estamos com três hospitalizados, um com afundamento de crânio”, disse Siqueira em entrevista ao Portal AM POST.
Vídeos que circulam nas redes sociais mostram a gravidade das agressões, com guardas municipais ensanguentados, sendo socorridos no meio do tumulto.
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“Estão usando pessoas humildes, muitas vezes nem brasileiras, para provocar desordem. Não é justo vender produtos que podem afetar a saúde da população e reagir com violência quando o poder público tenta fazer seu trabalho”, completou o secretário.
A Guarda Municipal confirmou que os responsáveis pelos ataques foram presos em flagrante e conduzidos à delegacia.
A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (Semacc) e mobilizou mais de 100 servidores, em um esforço conjunto com diversas secretarias municipais.
Desde as primeiras horas do dia, as equipes atuaram nas frentes de ordenamento urbano, fiscalização e limpeza, com foco na remoção de equipamentos irregulares e mercadorias fora dos padrões sanitários, incluindo alimentos estragados, que representavam riscos à saúde da população.
“Sob o argumento de ‘quero trabalhar’, não é válido comercializar alimentos estragados ou vencidos. Há leis que garantem o direito à saúde do consumidor e estamos aqui para garantir isso. Vivemos em um estado democrático de direito”, afirmou Siqueira.
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