Sensação térmica pode passar dos 40°C em bairros de Manaus; veja os mais quentes
Após Manaus registrar a maior temperatura de 2026, levantamento aponta bairros das zonas Leste, Norte e Centro-Sul entre os mais afetados pelas chamadas ilhas de calor.
- Com temperaturas chegando a 36°C e previsão de uma semana de calor intenso, algumas regiões de Manaus devem sentir o efeito mais acentuado.
- A Zona Leste é a área mais afetada pelas ilhas de calor urbano, causadas pela combinação de pouca vegetação, alta densidade de construções e asfalto.
- Um levantamento com base em estudos da Unicamp aponta cinco bairros com destaque para ilhas de calor em Manaus.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
Notícias de Manaus – Com temperaturas chegando aos 36°C e previsão de uma semana de calor intenso, algumas regiões de Manaus podem sentir os efeitos das altas temperaturas de maneira ainda mais intensa.
A Zona Leste aparece como a área mais afetada pelas chamadas ilhas de calor urbano, fenômeno que faz determinadas partes da cidade acumularem mais calor devido à combinação de pouca vegetação, alta densidade de construções, asfalto e outras superfícies capazes de absorver e reter energia solar.
Levantamento elaborado a partir de informações de estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisas relacionadas ao clima urbano e à vulnerabilidade social, aponta cinco bairros com destaque para ilhas de calor em Manaus.
São eles: São José Operário, Jorge Teixeira, Tancredo Neves, Cidade Nova e Parque 10 de Novembro.
Em pontos mais críticos, a diferença na temperatura da superfície pode chegar a até 10°C em comparação com áreas que preservam vegetação nativa.
Isso não significa, porém, que se a temperatura oficial do ar em Manaus estiver em 36°C os termômetros nesses bairros necessariamente marcarão 46°C. A diferença está relacionada principalmente à temperatura das superfícies, como asfalto, concreto e telhados expostos ao sol.
PUBLICIDADE
São José Operário lidera entre áreas mais quentes
O São José Operário, na Zona Leste, aparece em primeiro lugar no levantamento.
Entre os fatores associados à formação de ilhas de calor no bairro estão a elevada densidade populacional, a urbanização e a baixa cobertura vegetal em determinados pontos.
Com menos árvores e maior concentração de superfícies construídas, o calor absorvido durante o dia pode permanecer por mais tempo no ambiente urbano.
Jorge Teixeira tem extensa ilha de calor
Também na Zona Leste, o Jorge Teixeira apresenta uma das áreas de ilha de calor mais extensas identificadas na capital.
A redução da cobertura vegetal associada ao processo de ocupação urbana é apontada como um dos fatores que contribuem para o aumento das temperaturas de superfície.
PUBLICIDADE
A distância em relação ao Rio Negro também reduz a influência que grandes corpos d’água podem exercer sobre as condições térmicas locais.
Tancredo Neves sofre com concentração de concreto
O Tancredo Neves é o terceiro bairro da Zona Leste destacado entre as áreas mais afetadas.
A concentração de construções, telhados que absorvem radiação solar, ruas pavimentadas e áreas concretadas contribui para a retenção de calor.
Esse tipo de estrutura absorve energia durante as horas de maior incidência solar e pode liberá-la lentamente, mantendo o ambiente aquecido mesmo depois que o sol começa a baixar.
Cidade Nova está entre pontos de calor da Zona Norte
Fora da Zona Leste, a Cidade Nova, na Zona Norte, também aparece entre as áreas de destaque.
O bairro possui grandes extensões urbanizadas, elevada população e ampla presença de ruas, avenidas, construções e superfícies impermeabilizadas.
PUBLICIDADE
Asfalto e concreto absorvem e armazenam calor com mais facilidade do que áreas cobertas por vegetação, contribuindo para temperaturas de superfície mais elevadas.
Parque 10 apresenta pontos críticos de calor
Na Zona Centro-Sul, o Parque 10 de Novembro completa a relação.
O levantamento aponta pontos críticos principalmente em áreas com intensa urbanização e no entorno de grandes estruturas comerciais.
A concentração de edificações, estacionamentos, pavimentação e circulação de veículos pode contribuir para a formação de microambientes mais quentes.
Manaus pode ter máxima de 36°C durante a semana
O cenário ganha ainda mais relevância após Manaus registrar o dia mais quente de 2026.
Na segunda-feira (10), a temperatura chegou a 36,2°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
PUBLICIDADE
A tendência de um agosto mais quente já vinha sendo observada. Entre os dias 2 e 9, a capital registrou aumento de aproximadamente 2°C em comparação com o mesmo período de 2025.
As projeções indicam que Manaus poderá continuar registrando temperaturas máximas próximas de 36°C até sábado.
Manaus é apontada como cidade brasileira vulnerável ao calor extremo
O problema das ilhas de calor ganha importância diante da vulnerabilidade de Manaus ao aumento das temperaturas.
Um estudo publicado em junho na revista científica Sustainable Cities and Society, com participação de pesquisadores da Universidade de Oxford, colocou Manaus em destaque entre as cidades brasileiras vulneráveis aos impactos do calor extremo.
A combinação entre clima naturalmente quente e úmido, expansão urbana, perda de vegetação e desigualdades na estrutura da cidade pode aumentar a exposição de determinadas populações às temperaturas elevadas.
As ilhas de calor ajudam a explicar por que moradores de diferentes bairros podem experimentar o calor de formas distintas mesmo estando dentro da mesma cidade.
Com a previsão de temperaturas elevadas nos próximos dias, essas regiões tendem a exigir atenção especial aos efeitos do calor, sobretudo nos horários de maior incidência solar.
Encontrou algum erro? Clique aqui e nos ajude a melhorar a informação
Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
Siga-nos






