Sou Manaus 2025 terá roda de samba e pagode no palco Mangueirão Ancestralidade
Gratuito e com uma programação diversificada, o evento reúne música, gastronomia, artes plásticas, dança e performances.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – O maior festival gratuito de artes integradas do Brasil, o “#SouManaus Passo a Paço 2025”, trará neste ano um espaço exclusivo para valorizar a cultura negra da capital amazonense. No próximo dia 7 de setembro, o palco “Mangueirão Ancestralidade” receberá duas horas de apresentações com roda de samba e pagode, reunindo artistas locais que representam a herança cultural da negritude em Manaus. As atividades ocorrerão das 17h às 19h, na área central do evento.
A iniciativa é uma ação da Prefeitura de Manaus, coordenada pela Secretaria Executiva de Relações Institucionais e de Promoção da Igualdade Racial (Semuripir), que vem implementando políticas de valorização da ancestralidade negra no município. Segundo a gestão municipal, a criação de um palco voltado exclusivamente para a cultura afrodescendente atende a um antigo pedido da comunidade e reforça o compromisso da cidade com a diversidade cultural.
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Representatividade em destaque
O secretário da Semuripir, Walfran Torres, destacou a importância do espaço no festival. “Daqui para frente nós só vamos avançar na questão da participação e da representatividade da negritude e de todos os movimentos que nos acompanham. Estamos muito satisfeitos e queremos agradecer mais uma vez ao prefeito David Almeida, porque, realmente, nesse olhar inclusivo, contemplou esse palco e, no próximo domingo, nós vamos ter essa grande festa”, declarou.
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Já a assessora técnica da pasta, Karol Carvalho, ressaltou que o palco também representa um resgate histórico e cultural. “Falar de samba é falar de um momento que todos nós trazemos na memória, um samba da nossa infância em que a gente ouvia uma marchinha, algo que os nossos avós e pais ouviram junto conosco. Ele formou a base cultural do nosso país, tanto culinária, musicalmente, culturalmente. Todos nós temos essa herança. É um resgate da história da população brasileira e Manaus está dando um show em relação a esse espaço franqueado para a negritude local”, frisou.
Quilombo do Samba e artistas convidados
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A base musical da roda ficará por conta do grupo Quilombo do Samba, oriundo do Quilombo São Benedito, o segundo quilombo urbano reconhecido no Brasil, localizado no tradicional bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus. O grupo acompanhará os demais artistas convidados, mantendo a essência do samba de raiz e do samba de terreiro.
Para Ribamar Patecão, integrante do Quilombo do Samba, a oportunidade de se apresentar no maior festival do Norte é motivo de celebração. “A população pode esperar que vai ser um grande show, vai ser um grande evento, nessa oportunidade que foi abraçada pela prefeitura. A gente vai fazer muito samba, muito samba raiz, muito samba de terreiro, vamos botar todo mundo para sambar no ‘#SouManaus’ 10 anos”, destacou.
O cantor Jean Marius também agradeceu pela abertura de espaço no festival. “A gente fica muito feliz por essa grande oportunidade que a prefeitura está dando para a gente mostrar a nossa ancestralidade dentro do samba, do samba raiz. A cultura do nosso povo é a força que vem do negro”, afirmou.
Outra atração confirmada é a sambista Mirlene Bahia, que vai representar as mulheres no palco. “Primeira vez no palco ‘#SouManaus’, representando aí as mulheres do samba, também vamos contar a nossa história, que tem que ser contada. Vamos aí levantar a bandeira do samba e da ancestralidade”, ressaltou.
Festival completa 10 anos
Em 2025, o “#SouManaus Passo a Paço” completa dez anos de história, consolidando-se como um dos maiores festivais culturais do Brasil. Gratuito e com uma programação diversificada, o evento reúne música, gastronomia, artes plásticas, dança e performances, valorizando tanto artistas locais quanto grandes nomes da cena nacional.
Com a criação do palco Mangueirão Ancestralidade, o festival amplia sua representatividade cultural e reforça a identidade plural de Manaus, reconhecendo a contribuição da negritude para a formação da cidade e para a cultura brasileira como um todo.
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