Taxas abusivas: Motoristas denunciam preços exorbitantes para acessar o Porto de Manaus comandado pelo suplente de Alberto Neto
Usuários entrevistados pelo Portal AM POST reclamam dos valores cobrados para veículos que entram no terminal para deixar passageiros, entregar encomendas ou buscar pessoas.
- Motoristas e passageiros reclamam das tarifas de entrada no Porto de Manaus, citando valores elevados como R$ 40, R$ 100 e R$ 35 para veículos e bagagens.
- A cobrança varia conforme o tipo de veículo e serviço, seguindo a tabela oficial, e o custo pode impactar o frete ou o preço final do serviço.
- O Porto de Manaus é gerido por entidades privadas associadas a Alessandro Bronze Toniza, com ligações políticas e controvérsia histórica sobre a concessão desde 2001, incluindo possíveis articulações para uma cadeira no Senado de Alberto Neto.
Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Motoristas que acessam o Porto de Manaus, ligado ao empresário Alessandro Bronze Toniza, anunciado como suplente do deputado federal Alberto Neto (PL) na candidatura ao Senado, reclamaram dos preços cobrados no local. As tarifas são aplicadas a veículos que entram no porto para deixar passageiros, entregar encomendas ou buscar pessoas. Conforme a tabela de preços do terminal, os valores variam de acordo com o tipo de veículo.
A reportagem do Portal AM POST esteve no local e ouviu motoristas sobre os valores. Entre os entrevistados, a avaliação predominante foi de que as cobranças são excessivas.
Motoristas reclamam de preços abusivos
Um motorista que frequenta o terminal para realizar entregas afirmou que a cobrança pesa no custo do trabalho.
“Quase toda semana (eu estou aqui). Trabalho para uma empresa que de vez em quando a gente vem fazer entrega aqui, tem que pagar esse pedágio. Absurdo”, disse.
Outro usuário também questionou o valor considerado adequado para a entrada de veículos.
“Não acho um preço justo. Era pra ser menos, né? Essa taxa deveria ser uns R$ 10 por carro que entra”, destacou.
Quanto os motoristas estão pagando para entrar no porto?
Um dos entrevistados contou que pagou R$ 40 para acessar o terminal e considerou o valor elevado para uma entrada rápida.
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“O meu foi R$ 40 o preço da entrada aí. Não acho justo. Era pra ser uns R$ 25 ou R$ 20. Esse seria o preço que o motorista não ia reclamar, não. A partir de cada carro é um valor”, afirmou.
Outro motorista relatou uma cobrança de R$ 100 para acessar o porto com um veículo de pequeno porte.
“Não, não é justo. R$ 100 pra trazer um carro desse aqui, além de a gente pagar o frete, pagar R$ 100 para um carro de pequeno porte desse aqui, é um absurdo, cara. R$ 100 só pra sair daqui do porto, R$ 100 reais. Já pensou?”, reclamou.
A tabela oficial de referência do Porto de Manaus confirma que há tarifas diferenciadas para veículos de carga conforme o tipo de veículo e serviço.
Passageiros também reclamam de cobrança para entrar no porto?
Além dos motoristas, usuários relatam cobranças relacionadas ao acesso de pedestres.
Um dos entrevistados afirmou que passageiros podem ter de pagar novamente caso deixem o terminal e retornem posteriormente.
“Eles cobram ainda lá na entrada do pedestre. Se o passageiro estiver lá dentro e sair pra comprar alguma coisa lá fora, pra ele voltar, ele ainda paga de novo”, relatou.
Outro motorista afirmou ter desembolsado R$ 35 apenas para deixar bolsas no local e criticou também a cobrança para pedestres.
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“Eu paguei R$ 35 só pra deixar umas bolsas ali. Eu acho um absurdo porque é público, né? Esse porto, ele é público. E a verba que vem pras melhorias do porto, tudo, eu acredito que é do governo federal. São os nossos impostos. E não é só os R$ 35 do carro. Eles cobram pro pedestre acessar cinco reais também. Então, isso é um absurdo, gente”, declarou.
Qual é a importância do Porto de Manaus?
O Porto de Manaus é uma das principais estruturas para o transporte hidroviário do Amazonas e tem ligação com a movimentação de passageiros, cargas e encomendas entre a capital e municípios do interior.
Em 2024, mais de 589 mil passageiros utilizaram o transporte hidroviário intermunicipal no Amazonas. Desse total, cerca de 214 mil passaram pelo Porto de Manaus, segundo dados da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Amazonas (Arsepam).
O número representa aproximadamente 36% do total de passageiros contabilizados no transporte hidroviário intermunicipal naquele período.
Quem é Alessandro Bronze Toniza?
Ligado à concessão do Porto de Manaus, o empresário lobista Alessandro Bronze voltou ao centro das articulações políticas ao ser anunciado para a primeira suplência da candidatura de Alberto Neto (PL) ao Senado. A movimentação marca uma nova tentativa de ocupar um cargo eletivo, dez anos após disputar pleito para vice-prefeito de Manaus na chapa de Henrique Oliveira (SD), em 2016.
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Segundo o jornalista Ronaldo Tiradentes, o comando do Porto de Manaus por entes privados teve origem em um acordo considerado controverso em 2001, durante a gestão do então governador Amazonino Mendes.
O porto que é federal foi passado pelo governo brasileiro para administração estadual, o executivo estadual passou para o ex-senador Carlos Alberto De’Carli, que por sua vez teria encaminhado para seu braço direito Alessandro Bronze gerenciar.
Ainda segundo Tiradentes, já existiria uma suposta articulação para que Alessandro Bronze assuma uma cadeira no Senado nos próximos anos, caso Alberto Neto seja eleito senador e deixe o cargo para disputar a Prefeitura de Manaus em 2028.
O Porto de Manaus concentra parte significativa da movimentação hidroviária do Amazonas e, ao longo dos últimos anos, tem sido alvo de reclamações de passageiros, transportadores e empresários sobre tarifas e condições de atendimento.
De acordo com documentos que o Portal AM POST teve acesso, Alessandro Bronze e Carlito De’Carli, filho do ex-senador, ocupam cargos de direção na Roadway Centro Comercial S.A. – SPE (Presidente e Diretor, respectivamente). Carlito também administra a Rio Negro Operações Portuárias EIRELI e representa a empresa Sierra do Brasil Ltda., controladora dessa sociedade.
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Ou seja, os documentos mostram que Carlos Antônio de Carli Filho participa de mais de uma empresa ligada ao setor portuário, enquanto Alessandro Bronze aparece vinculado à Roadway Centro Comercial S.A. – SPE.
Por que as taxas geram impacto para quem trabalha no porto?
Para motoristas que fazem entregas ou transportam passageiros, a cobrança é mais um custo incorporado à operação.
No caso do transporte de cargas, o valor pode variar significativamente conforme o veículo e o serviço contratado, conforme a tabela do próprio terminal.
Para o usuário final, esse custo pode acabar sendo considerado no preço do frete ou do serviço prestado.
Outro lado
A reportagem do Portal AM POST procurou a assessoria do porto de Manaus e questionou sobre as reclamações do usuários mas até o fechamento desta matéria não houve resposta. Fica aberto espaço para manifestação.
Contexto regional
O impacto das tarifas ganha peso em Manaus porque o transporte hidroviário é essencial para a ligação da capital com o interior. Com mais de 589 mil passageiros utilizando o transporte intermunicipal em 2024, cobranças de acesso podem afetar diretamente motoristas, comerciantes, transportadores e passageiros que dependem do terminal.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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