Terapeuta indiciada por maus-tratos a crianças autistas está trabalhando em clínica em Manaus, denuncia vereadora
parlamentar solicitou esclarecimentos ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 12ª Região.
Notícias de Manaus– A vereadora Thaysa Lippy (PP), se manifestou nesta segunda-feira (26) na Câmara Municipal de Manaus (CMM) pedindo punição a terapeuta ocupacional Samia Patricia Riatto Watanabe, acusada em 2021 e indicada por maus-tratos contra crianças autistas e que voltou a exercer suas funções em Manaus após decisão judicial. A parlamentar solicitou esclarecimentos ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 12ª Região (Crefito-12) do Amazonas.
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Thaysa Lippy enfatizou a necessidade de respostas por parte do Crefito, órgão responsável pela fiscalização das atividades profissionais de Fisioterapeutas e Terapeutas Ocupacionais. Segundo a vereadora, mesmo após quase três anos desde a denúncia inicial, não houve retorno acerca do processo disciplinar envolvendo a terapeuta em questão. Por essa razão, ela pretende solicitar novas informações, com o objetivo de garantir que a profissional não fique impune.
“Eu venho aqui em nome das mãezinhas que tiveram seus filhos agredidos, pedir esclarecimentos novamente ao Crefito que algo seja feito. Essa mulher não pode ficar impune. Chegaram várias denúncias ao meu gabinete de que ela já está atendendo em uma clinica no Centro de Manaus”, criticou Thaysa Lippy.
Em 2021, a terapeuta Sâmia Riatto foi flagrada em uma clínica particular em Manaus por câmera de segurança agredindo uma criança autista de 8 anos. Nas imagens, era possível observar a mulher puxando o braço da criança, batendo na cabeça e empurrando o menino. Esse caso ganhou notoriedade na imprensa local, gerando impacto e levando outros pais a descobrirem situações similares envolvendo seus filhos.
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A terapeuta foi indiciada por maus-tratos pela Polícia Civil. O caso já foi encaminhado para a Justiça do Amazonas.
O Ministério Público do Amazonas (MPAM) denunciou Sâmia Riatto em outubro de 2023, solicitando a suspensão do exercício profissional da terapeuta por dois anos. Contudo, num parecer do próprio MPAM, a promotora de justiça considerou que, devido à homologação do benefício de suspensão condicional do processo, não cabia mais a suspensão do exercício profissional da fisioterapeuta. Assim, a promotora propôs a revogação da medida cautelar.
Após análise do caso, a juíza Aline Kelly determinou que a terapeuta Sâmia Riatto continuasse atuando em sua profissão. Em conformidade com o parecer do Ministério Público, a juíza revogou a medida cautelar de suspensão do exercício profissional da acusada, ressaltando a necessidade de cumprimento das demais condições estabelecidas na homologação do benefício da suspensão condicional do processo.
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