Tio critica imperícia e pede justiça durante velório de cantor gospel que morreu em naufrágio em Manaus
Fernando Grândez, de 39 anos, é velado na zona Oeste após morrer em acidente de lancha no Encontro das Águas.
- Foto: AM POST
Resumo
Velório do cantor gospel Fernando Grândez é marcado por críticas à condução da embarcação e pedidos de justiça após naufrágio em Manaus.
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Notícias de Manaus – O velório do cantor gospel Fernando Grândez, de 39 anos, vítima de um naufrágio ocorrido na última sexta-feira (13) no Encontro das Águas, em Manaus, foi marcado por comoção e cobranças por justiça na manhã desta terça-feira (17), em uma congregação da Igreja Assembleia de Deus, no bairro Compensa, zona Oeste da capital. Durante a cerimônia, o tio do artista, Raimundo Gomes de Almeida, 61 anos, criticou a condução da embarcação e afirmou que o acidente poderia ter sido evitado.
“O ocorrido poderia ter sido evitado porque a embarcação tinha segurança o que aconteceu foi uma imperícia, falta de conhecimento dava para administrar. Eu não estava lá mas sou acostumado a viajar nos rios e a gente sabe como contornar. E eu enfatizo que não se entrega uma embarcação para pessoas que não tem conhecimento de legislação e de manobras. O que parece é que quando entrou em pane não souberam conduzir a situação”, disse Raimundo em entrevista ao Portal AM POST.
Despedida marcada por emoção
Familiares, amigos e membros da comunidade evangélica compareceram ao velório para prestar as últimas homenagens ao cantor, conhecido por participações em eventos religiosos e apresentações no interior do Amazonas.
Segundo a família, Fernando seguia para um compromisso profissional no município de Nova Olinda do Norte. Ele havia sido convidado para cantar no aniversário de um familiar de um amigo.
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Medo de viagem fluvial
De acordo com a irmã do cantor, Fernanda Grândez, o artista aceitou o convite para cumprir a agenda, apesar de ter receio de viagens de barco. Ele não sabia nadar, o que aumentava a insegurança, mas decidiu embarcar mesmo assim.
A previsão era de que retornasse a Manaus entre segunda e terça-feira, o que não aconteceu por causa do acidente na região do Encontro das Águas, ponto turístico conhecido pela confluência dos rios Negro e Solimões.
Família pede responsabilização
Durante o velório, parentes também demonstraram indignação com o fato de o condutor da lancha ter sido liberado para responder ao caso em liberdade. A família pede investigação rigorosa para esclarecer as circunstâncias do naufrágio e responsabilizar os envolvidos.
Entre orações e homenagens, Fernando Grândez foi lembrado como um homem dedicado à fé, à música e à família.
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