TJAM vai julgar ação sobre cartel de combustíveis em Manaus e pode impactar preços
Processo aponta prática abusiva de postos e falta de repasse na queda da gasolina; julgamento ocorre em abril.
- Foto: Divulgação
Resumo
TJAM deve julgar em abril ação que investiga cartel de combustíveis em Manaus; processo pode responsabilizar postos por preços abusivos e beneficiar consumidores.
Notícias de Manaus – O Tribunal de Justiça do Amazonas deve julgar, no próximo dia 13 de abril, um recurso que pode responsabilizar postos de combustíveis em Manaus por práticas abusivas nos preços. A ação investiga suspeitas de cartel e o não repasse de reduções ao consumidor.
Ação questiona preços e prática de cartel
O processo teve origem em 2019, quando órgãos de defesa do consumidor identificaram indícios de irregularidades no mercado de combustíveis da capital.
Na época, uma redução de 14,5% no preço da gasolina foi anunciada pela Petrobras nas refinarias, mas os valores não foram repassados aos consumidores nos postos de Manaus.
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A situação levantou suspeitas de alinhamento de preços, prática conhecida como cartel, que prejudica diretamente o consumidor final.
Força-tarefa reuniu órgãos de fiscalização
A ação civil pública foi apresentada por uma força-tarefa composta pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas, Ministério Público do Amazonas, Procon-AM e Procon Manaus.
O vereador Rodrigo Guedes, à época secretário do Procon Manaus, também participou da iniciativa.
O objetivo é responsabilizar os estabelecimentos por danos morais coletivos causados à população.
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Indícios reforçaram suspeitas
Durante as investigações, foram identificadas movimentações suspeitas nos preços.
Segundo os órgãos, 57 postos chegaram a aumentar e reduzir os valores dos combustíveis no mesmo dia, comportamento considerado atípico no mercado.
Além disso, há histórico de investigações envolvendo empresários do setor, incluindo condenações relacionadas a crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha, no âmbito da Operação Carvão, da Polícia Federal.
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Pedido inclui redução de preços
Na ação, os órgãos chegaram a solicitar uma liminar para redução imediata de 14,5% no preço da gasolina, percentual equivalente à queda anunciada nas refinarias.
O pedido buscava garantir que o consumidor fosse beneficiado diretamente pelas reduções no mercado.
Recurso será analisado pelo TJAM
O julgamento marcado para abril analisará um recurso apresentado pela Defensoria Pública, que tenta reverter decisão anterior que não avançou no mérito da ação.
A expectativa é que o tribunal avalie se há responsabilidade dos postos pelas práticas apontadas.
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Impacto pode atingir consumidores
Caso o entendimento seja favorável aos órgãos de defesa do consumidor, os postos poderão ser responsabilizados judicialmente.
A decisão pode abrir caminho para medidas que impactem diretamente o preço dos combustíveis na cidade.
Caso reacende debate sobre preços
O julgamento também reacende discussões sobre a formação de preços dos combustíveis em Manaus e a transparência no repasse de custos ao consumidor.
Especialistas apontam que práticas anticoncorrenciais podem distorcer o mercado e gerar prejuízos à população.
Expectativa para decisão
Com o julgamento se aproximando, cresce a expectativa sobre os efeitos da decisão.
O caso é considerado um dos mais relevantes envolvendo o setor de combustíveis na capital nos últimos anos.
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Declaração de Transparência
Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.
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