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Veja a trajetória do compositor Paulo Onça que morreu em Manaus; legado do samba amazonense perde grande ícone

Ao longo de sua trajetória, Paulo firmou parcerias com nomes de peso do samba nacional, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Arlindo Cruz.

Por Natan AMPOST

26/05/2025 às 15:52

  • O cantor e compositor Paulo Onça, referência do samba amazonense, faleceu aos 63 anos em Manaus após ser brutalmente agredido por Adeilson Duque Fonseca ("Bacana") em decorrência de uma briga de trânsito.
  • Paulo Onça deixou mais de 130 composições, sendo reconhecido nacionalmente por sua contribuição ao samba, parcerias com grandes nomes do gênero e clássicos como o samba-enredo “Nem Verde e Nem Rosa” da Vitória Régia.
  • Sua morte gerou grande comoção, reacendeu debates sobre violência no trânsito e levou sua esposa e a comunidade do samba a exigir justiça, com o agressor podendo ser levado a júri popular.

Este resumo foi gerado automaticamente por inteligência artificial.

Notícias de Manaus – Morreu na tarde desta segunda-feira (26), em Manaus, o cantor e compositor Paulo Onça, aos 63 anos. Internado desde dezembro de 2024 no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), ele não resistiu aos ferimentos causados por um violento espancamento ocorrido após um acidente de trânsito na rua Major Gabriel, bairro Praça 14, zona sul da capital amazonense. A agressão brutal foi cometida pelo empresário Adeilson Duque Fonseca, conhecido como “Bacana”, que permanece preso.

Figura lendária do samba amazonense, Paulo Onça deixa um legado artístico e cultural inestimável. Com mais de 130 composições autorais, ele se destacou tanto em Manaus quanto no cenário nacional, sendo reconhecido por seu talento como letrista, sua paixão pelo carnaval e sua contribuição à música popular brasileira.

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Leia mais: Viúva de Paulo Onça cobra justiça após morte do sambista agredido em briga de trânsito: “Não vamos deixar impune”

De Manaus para o Rio de Janeiro: um nome que virou referência no samba

Natural de Manaus, Paulo Onça iniciou sua carreira musical aos 16 anos. Sua ascensão começou em 1990, quando compôs o samba-enredo “Nem Verde e Nem Rosa” para a Escola de Samba Vitória Régia. A composição conquistou o título do Carnaval de Manaus e se tornou um clássico local, eternizando seu nome entre os grandes da música amazonense.

O talento do sambista, no entanto, ultrapassou as fronteiras do Amazonas. Em 1998, Paulo Onça brilhou no Carnaval do Rio de Janeiro ao conquistar o 7º lugar com o samba-enredo do Salgueiro sobre Parintins, em parceria com os compositores Quinho e Mestre Louro. Em 2017, foi um dos autores do samba-enredo da Grande Rio em homenagem à cantora Ivete Sangalo, junto de Kaká, Alan Vasconcelos, Dinho Artigliri, Rubem Gordinho e Marco Moreno.

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Ao longo de sua trajetória, Paulo firmou parcerias com nomes de peso do samba nacional, como Zeca Pagodinho, Jorge Aragão e Arlindo Cruz. Sua obra também foi interpretada por ícones como Leci Brandão, Dudu Nobre e o grupo Exaltasamba, consolidando-se como referência na cena do samba contemporâneo.

Tragédia e luta por justiça

A morte de Paulo Onça comoveu não apenas os fãs e artistas do meio musical, mas também reacendeu o debate sobre violência no trânsito. O episódio que levou à sua internação e posterior falecimento ocorreu após um acidente em que o carro de Onça colidiu com o de “Bacana”. As imagens registradas por câmeras de segurança mostram o empresário descendo do carro e agredindo violentamente o sambista, mesmo após ele já estar desacordado.

Desde então, o agressor responde por tentativa de homicídio qualificado, e com a morte da vítima, o Ministério Público do Amazonas (MP-AM) deve aditar a denúncia para homicídio qualificado, o que poderá levá-lo a júri popular.

Simone Andrade, esposa de Paulo, expressou sua dor e revolta durante entrevista à TV A Crítica. “Meu marido não teve chance de se defender. Foram seis meses de luta. Vamos lutar por justiça. Esse homem tem que pagar, tem que ir a júri popular. A ficha ainda não caiu”, declarou. Ela também pediu que a comunidade do samba compareça à quadra da Vitória Régia para prestar uma última homenagem ao cantor.

Legado imortal
O falecimento de Paulo Onça representa uma perda irreparável para o samba amazonense e para a cultura brasileira. Sua história de vida, marcada por dedicação, talento e amor pela música, continuará a inspirar novas gerações de artistas. Seu nome permanece vivo não apenas nas composições que deixam saudade, mas também na memória coletiva de todos que foram tocados por sua arte.

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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