Venda milionária da Reman para o Grupo Atem é concluída e criticada pela Federação dos Petroleiros
Todo o processo de venda da refinaria localizada em Manaus levou mais de três anos para ser concluído.
Redação AM POST
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A Petrobras anunciou que finalizou, nesta quarta-feira (30), a venda das ações da Refinaria de Manaus, detentora da Refinaria Isaac Sabbá (Reman), para a Ream, do grupo Atem, com o pagamento total de US$ 257,2 milhões para a Petrobras. O valor recebido de US$ 228,8 milhões se soma ao montante de US$ 28,4 milhões já pago na assinatura do contrato de compra e venda.
O montante reflete o preço de compra de US$ 189,5 milhões, ajustado pela correção monetária e das variações no capital de giro, dívida líquida e investimentos até o fechamento da transação. O contrato ainda prevê um ajuste final no preço de aquisição, que será apurado nos próximos meses, de acordo com a estatal.
“A operação está alinhada à estratégia de gestão de portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor e maior retorno à sociedade”, diz a Petrobras em comunicado. A empresa destaca que todo o processo levou mais de três anos para ser concluído e “seguiu rigorosamente” a Sistemática de Desinvestimentos da companhia, “tendo sido aprovado em todas as instâncias da governança corporativa da Petrobras”.
O processo de desinvestimento da Reman, localizada em Manaus, no Amazonas, foi lançado em junho de 2019 e em agosto de 2021 o contrato de venda da refinaria foi assinado com o grupo Atem.
Ainda segundo a Petrobras, a venda integra o compromisso firmado pela Petrobras com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para a abertura do setor de refino no Brasil e está em consonância com o Conselho Nacional de Política Energética, que estabeleceu diretrizes para a promoção da livre concorrência na atividade de refino no país.
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) criticou a conclusão da venda da refinaria Isaac Sabbá (Reman). Segundo o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, o fechamento da operação deveria ser suspenso, uma vez que a conclusão está sendo feita de forma açodada, no “apagar das luzes” do governo.
O grupo de trabalho de energia da equipe de transição do governo eleito de Luiz Inácio Lula da Silva havia solicitado ao ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, e à diretoria da Petrobras a suspensão das operações de desinvestimento em curso. No entanto, transações próximas do fechamento, como foi o caso da Reman, demandariam uma análise mais detalhada, devido a eventuais penalidades que impediriam qualquer adiamento.
*Com informações do Valor Econômico
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