Vendendo gasolina mais cara, postos de Manaus ignoram reduções em refinaria e não explicam aumento
Procon-AM intensificou a fiscalização nos postos de combustíveis de Manaus, após a redução no preço do produto anunciada.
Apesar de quatro reduções consecutivas no preço do combustível na Refinaria da Amazônia (Ream), o preço da gasolina segue estagnado em cerca de R$ 6,59 desde o mês passado em Manaus. O Sindicato Estadual do Comércio Varejista de Combustíveis (Sindicombustíveis-AM) disse em nota que esse não é o único fator de composição dos preços dos combustíveis e que os postos convivem com diferentes custos, suscetíveis a “alterações de acordo com a dinâmica do mercado, tanto nacional quanto internacional”.
“O Sindicombustíveis-AM informa que a composição dos preços dos combustíveis leva em conta outros agentes do setor, além da refinaria, como transportadoras, distribuidoras e impostos, e ressalta que não interfere no mercado e respeita a livre concorrência”, diz trecho da nota.
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No entanto, o Sindicombustíveis-AM não explicou o porquê de a gasolina ter aumentado de preço em Manaus entre abril e maio, apesar das reduções anunciadas pela Ream.
O vereador Rodrigo Guedes (Podemos) denunciou ontem (18) crime de postos de combustíveis contra os consumidores de Manaus que vendem gasolina à R$ 5,73 em Manacapuru e R$ 6,59 em Manaus.
De acordo com publicação do parlamentar no Instagram, enquanto em Manaus a gasolina está mais em Manacapuru, a 100 km da Refinaria da Amazônia (Ream), no Distrito Industrial, ela é vendida mais barata. Ou seja, o caminhão tanque leva 100 km pra ir e voltar para a refinaria e mesmo assim o combustível está quase R$1 mais barato no município.
“Agora vamos aos cálculos: 200 milhões de litros/mês x 80 centavos= 160 milhões de reais de prejuízo para os manauaras, dinheiro que ta saindo do bolso dos consumidores e ficando com distribuidoras/postos se essa diferença permanecer por um mês! Mais: o preço médio oficial no Brasil está há R$ 5,43 e o impacto desta última redução anunciada pela Petrobras de 40 centavos ainda nem está efetivamente acontecendo, pois demora alguns dias, semanas para cair na média. Estamos com a gasolina mais cara do Brasil entre as capitais“, escreveu Rodrigo.
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A média nos preços da gasolina teve uma redução de 0,47% e do diesel entre 1,37% e 1,43% para as distribuidoras em Manaus, o anúncio foi feito na última sexta-feira (12). No entanto, cinco dias após o anúncio da Refinaria da Amazônia, os postos de combustíveis ainda não reduziram os valores.
Procon
O Instituto de Defesa do Consumidor (Procon-AM) intensificou a fiscalização esta semana nos postos de combustíveis de Manaus, após a redução no preço do produto anunciada pela Petrobras.
Na tarde de quinta-feira (18/05), o Procon-AM fiscalizou 60 postos de combustíveis da capital após inúmeras denúncias dos consumidores que questionaram a não redução do preço na bomba. Durante a ação, o órgão solicitou aos postos que apresentem as notas fiscais de entrada e saída de combustíveis, desde janeiro do corrente ano até o mês atual, para avaliação.
Segundo o diretor-presidente do órgão, Jalil Fraxe, a redução do preço dos combustíveis anunciada pela Petrobras não deve gerar diretamente impacto em Manaus, por conta da privatização da Refinaria da Amazônia (Ream). Fraxe acrescentou que, ao anunciar a redução de preços, a Petrobras deixou claro que a nova estratégia comercial para definição de valores de diesel e gasolina é voltada para as refinarias que pertencem à empresa, e não é o caso da Ream, que tem sua própria política de preços desde que foi privatizada em 2022.
Redação AM POST*
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