Vereador Coronel Rosses já foi denunciado e acusado de tentar intimidar ex-companheira em Manaus
A situação foi considerada inapropriada até mesmo pela Corregedoria da Polícia Militar, conforme Boletim de Ocorrência.
- Foto: Divulgação
Notícias de Manaus – Apesar de suas tentativas de se promover como um defensor das mulheres, o vereador de Manaus, Coronel Rosses (PL), tem em seu passado um denúncia de ameaças e tentativa de intimidação contra sua ex-companheira.
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Em 2018, Rosses foi denunciado por sua ex-companheira por ameaça e coação em um caso que envolveu a tentativa de forçá-la a entregar a filha do casal, então com apenas 1 ano e 11 meses. A mãe da criança não havia sido notificada de nenhuma decisão judicial que garantisse a guarda temporária ao vereador, mas isso não impediu Rosses de pressioná-la e acionar a Polícia Militar para intimidá-la.
O Boletim de Ocorrência da época detalha que uma viatura da PM foi enviada ao local, acompanhada de um advogado de Rosses. Durante a ocorrência, ele teria dito que, caso a mãe não entregasse a criança, ela seria presa. A situação foi considerada inapropriada até mesmo pela Corregedoria da Polícia Militar, que aconselhou a vítima a denunciar o abuso. O caso foi encaminhado ao 23º Distrito Integrado de Polícia.
Veja documento:ROSSES AMEAÇA EX ESPOSA
Caso recente
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Seis anos depois, Rosses segue envolvido em polêmicas. Em um episódio recente, ele participou de uma ação truculenta ao lado do vereador Sargento Salazar (PL), onde servidores da Secretaria de Feiras e Mercados (SEMACC) foram agredidos e guardas municipais foram ameaçados por simplesmente cumprirem seu dever.
A motivação? Os dois quiseram emplacar uma narrativa política para atacar a gestão do prefeito David Almeida. Os vereadores tentaram impedir a ação legal da Prefeitura dentro da Feira da Banana, na última terça-feira (25/03), para lacrar na internet, alegando que o caso teria acontecido porque a feirante identificada apenas como Veridiana, dona da banca, apoiou o ex-candidato a prefeito de Manaus, deputado federal capitão Alberto Neto (PL), nas eleições de 2024.
No entanto, a prefeitura aponta que o real motivo foi uma investigação que confirmou que o boxe não estava sendo utilizado para a venda direta pela permissionária, prática que caracteriza locação, o que é vedado pela Lei 123/2004, que trata da organização, da administração das feiras e mercados. A prefeitura informou também que ainda não foi notificada sobre a liminar determinando a suspensão do ato administrativo.
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