Vereadores Salazar e Coronel Rosses viram alvo de pedido de cassação após confusão na Feira da Banana em Manaus
Sindicato acusa parlamentares do PL de agressões e quebra de decoro; caso será analisado pela Mesa Diretora da Câmara Municipal.
- Foto: reprodução
Notícias de Manaus – Os vereadores Sargento Salazar e Coronel Rosses, ambos do Partido Liberal (PL), estão no centro de uma polêmica que pode resultar na perda de seus mandatos. Um pedido de abertura de processo disciplinar por quebra de decoro parlamentar foi protocolado nesta semana na Câmara Municipal de Manaus (CMM), após os parlamentares se envolverem em uma confusão durante uma ação pública na Feira Municipal da Banana.
A representação foi feita por Davi Lima Silva, presidente do Sindicato do Comércio Varejista dos Feirantes de Manaus, e aponta que os vereadores teriam cometido diversas infrações legais ao tentar impedir uma operação da Secretaria Municipal de Agricultura, Abastecimento, Centro e Comércio Informal (SEMACC), no dia 25 de março de 2025, por volta das 16h.
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Segundo o documento, os parlamentares agiram com “truculência e arbitrariedade”, chegando a realizar agressões físicas e verbais contra os fiscais da SEMACC e outras pessoas presentes. O objetivo da operação era reintegrar um espaço público usado de forma irregular por uma permissionária, que admitiu, em audiência oficial, alugar o local a terceiros — prática expressamente proibida pela legislação municipal e federal.
A ação da SEMACC foi respaldada por um processo administrativo que apurou a prática irregular de locação do espaço, localizado dentro da Feira da Banana, um dos pontos comerciais mais tradicionais de Manaus. O processo concluiu pela necessidade de retomada da permissão de uso do local, diante das irregularidades constatadas.
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Diante da atuação dos vereadores, o sindicato dos feirantes decidiu formalizar a denúncia, solicitando que o caso seja encaminhado com urgência ao Conselho de Ética da Câmara Municipal. A entidade pede ainda a decretação da perda de mandato dos parlamentares, caso a quebra de decoro seja comprovada.
A denúncia já está nas mãos da Mesa Diretora da CMM, que deverá analisar a admissibilidade do processo. Caso o pedido seja acolhido, o Conselho de Ética da Câmara será responsável por conduzir as investigações e apresentar um parecer, que poderá culminar em advertência, suspensão ou até cassação dos mandatos de Salazar e Rosses.
Em resposta às acusações, os vereadores realizaram uma coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira (17), na sede estadual do PL, acompanhados por dirigentes do partido.
Apesar das negativas, o episódio gerou forte repercussão nas redes sociais e entre os próprios parlamentares da CMM. Parte dos vereadores defende a apuração rigorosa dos fatos, enquanto outros evitam comentar o caso publicamente.
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