“Estou vivendo da ajuda dos meus irmãos”, diz Muraz Aziz em interrogatório da Operação Maus Caminhos
Ele é dono da academia AZ Fitness que está fechada desde que teve equipamentos apreendidos pela PF durante deflagração da operação Cashback.
Redação AM POST*
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O empresário Murad Aziz, de 46 anos, irmão do senador Omar Aziz (PSD), falou na quinta-feira (26) sobre sua atual situação financeira em interrogatório da Operação Maus Caminhos. Ele é dono da academia AZ Fitness, localizada no Parque das Laranjeiras, zona Centro-Sul de Manaus, que teve equipamentos apreendidos pela Polícia Federal durante deflagração da operação Cashback, no ano passado. Parte do depoimento foi divulgado pelo site Amazonas Atual.
Murad Aziz disse a juíza federal Ana Paula Serizawa que ele está impossibilitado de trabalhar desde a apreensão ocorrida em sua academia em novembro de 2018. Atualmente ele afirmou que vive da ajuda de seus irmãos e ‘vendendo algumas coisas que tinha’. O empresário aguarda decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) para liberação dos equipamentos.
“Eu trabalhava com a academia e ela está fechada porque apreenderam os maquinários e eu não consegui [liberar] até hoje. [Quem sustenta a família] sou eu vendendo algumas coisas que eu tinha, e meus irmãos ainda me ajudam. Estou vivendo de ajuda dos meus irmãos”, declarou.
Entre suas despesas Murad revelou que tem que custear a pensão alimentícia de seus filhos quadrigêmeos de 17 anos, pagar a faculdade de outro de 19 anos e de dois enteados, de 21 e 20 anos.
“Eu pago pensão para todos os cinco filhos. O mais velho mora comigo e eu pago a faculdade dele. Eu tenho quadrigêmeos, são três homens e uma menina, de 17 anos. O mais velho está com 19. O filho da minha esposa tem 21 e a menina 20. Mas também moram comigo lá em casa, fazem faculdade e dependem de mim”, afirmou.
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O Ministério Público Federal (MPF) no Amazonas denunciou no mês passado Mouhamad Moustafa, Murad Aziz, Gilberto Aguiar, Lino Chíxaro, Marco Antônio Barbosa e Jader Helker Pinto, por embaraço as investigações. Conforme denúncia os réus tiveram acesso antecipado a informações sobre a deflagração da Operação Cashback.
Veja trecho do depoimento:
*Com informações do Amazonas Atual
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