Ex-secretário de Melo reclama de tornozeleira eletrônica e nega recebimento de propina
Pedro Elias foi interrogado nesta quarta-feira (7) em processo oriundo da Operação Manaus Caminhos e disse que achava que as propostas ilícitas de Mouhamad Moustafa para ele eram “brincadeira”.
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O ex-secretário de Saúde do Estado, Pedro Elias, interrogado nesta quarta-feira (7) em processo oriundo da Operação Manaus Caminhos, chorou durante depoimento e alegou prejuízos financeiros causados por ele não poder exercer a profissão de médico por conta da tornozeleira eletrônica que usa, devido à medida cautelar imposta pela Justiça.
“Eu tenho que ir deixar a minha filha correndo na escola, pois dispara [a tornozeleira eletrônica]. E também quando estou em reunião com o Conselho Universitário. Como vou atuar em um centro cirúrgico?”, declarou o médico.
Pedro Elias disse que mantinha uma relação de afinidade e respeito com o médico e empresário Mouhamad Moustafa, apontado como líder do esquema criminoso que desviou milhões da Saúde do Amazonas, e negou que tenha recebido alguma propina dele.
“Se eu tivesse este dinheiro todo, teria trazido meu pai e a minha mãe pra cá. Meu filho, em Brasília, mora de aluguel. O carro popular que tenho e uso foi financiado pelo banco Bradesco. Minha mulher anda de ônibus”, explicou.
De acordo com denúncia do Ministério Público Federal (MPF), o ex-secretário recebeu cerca de R$ 1,6 milhão em propina e repassava informações sigilosas a Mouhamad. Pedro afirmou que achava que as propostas ilícitas do empresário para ele eram “brincadeira”.
“O Mouhamad fazia muita brincadeira pelo celular. Eu levava isso também na brincadeira porque achava que ele sempre estava nesse nível de conversa”, disse.
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