Justiça libera quatro presos da operação ‘Cashback’
Presos na última quinta-feira (11), durante operação por desvio de recursos públicos à saúde, deixaram Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) na tarde deste domingo.
Quatro presos envolvidos na Operação “Cash Back”, da Polícia Federal, que investiga desvio de recursos públicos destinados à saúde no Amazonas, foram liberados na tarde deste domingo (14). A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) confirmou a liberação dos presos.
André Luis Barreto Becil, Sérgio Roberto Melo Bringel, Yuri Ferreira Sabá e Wecyscley Acedo de Oliveira foram liberados em decisão do Tribunal Regional Federal 1 (TRF-1), que aceitou, neste domingo, os pedidos de liberdade por habeas corpus.
O quarteto, que estava detido com prisão temporária no Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM), desde a última quinta-feira (11), dia da deflagração da Operação, deixou o presídio por volta das 16h da tarde deste domingo (14), de acordo com a Seap.
Operação ‘Cashback’
A “Operação Cashback” investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa.
De acordo com Polícia Federal, a operação é resultado da perícia realizada em celulares e computadores dos suspeitos identificados na “Maus Caminhos”, que identificou trocas de mensagens entre os investigados e descobriu mais empresários, advogados e políticos envolvidos no esquema de corrupção, com falsificação de notas fiscais, empresas fantasmas e lavagem de dinheiro.
Nesta nova fase os alvos são, ao menos, 30 empresas que não tinham sido investigadas nas outras etapas da operação. O grupo detém cerca de 90% dos contratos do estado e teria emitido R$ 100 milhões em notas fiscais frias.
De acordo com a PF, o principal crime identificado é de peculato, que consiste na apropriação de dinheiro público.
O grupo teria ligação com o empresário e médico Mohamed Mustafá – dono de uma cooperativa de saúde e apontado como chefe esquema. Conforme a investigação, ele ganhava licitações para prestar serviços em troca de pagamento de propina a políticos e funcionários públicos. O médico está em liberdade por causa de um habeas corpus.
Fonte: G1
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