Seis implicados na Operação Maus Caminhos são condenados pelo desvio de R$ 1,3 milhão da Saúde no Amazonas
Na decisão, juiza diz que que o esquema tinha o objetivo de enriquecer Mouhamad Moustafá.
REDAÇÃO AM POST
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O médico Mouhamad Moustafá, a advogada Priscila Coutinho, a enfermeira Jennifer Naiyara e os ex-gestores do Centro de Reabilitação em Dependência Química – CRDQ, Pablo Gnutzmann, Paulo César de Souza e Rossycleia da Silva, implicados na Operação Maus Caminhos foram condenados pelo desvio de R$ 1,3 milhão da saúde do Amazonas. A decisão é da juíza Ana Paula Serizawa, da 4ª Vara Federal do Amazonas, e foi proferida na última terça-feira (5).
Os desvios ocorreram através de contrato entre o Instituto Novos Caminhos (INC) e a empresa Salvare Serviços Médicos. A magistrada afirma na decisão que o esquema tinha o objetivo de enriquecer Mouhamad Moustafá, apontado como líder de um esquema que desviou milhões em verbas na Saúde do Estado.
“Era uma simulação feita no intuito de transferir recursos públicos para a empresa Salvare, sem que esta prestasse devidamente o serviço contratado, enriquecendo de forma ilícita seu sócio administrador, Mouhamad Moustafá”, afirmou a juíza na decisão.
Penas
Jennifer foi condenada a 2 anos 4 meses e 10 dias em regime fechado além do pagamento de uma multa de quase R$ 44 mil reais.
Já Mouhamad Moustafá pegou a 10 anos e 10 meses de prisão em regime fechado, e vai ter que pagar uma multa de R$ 1,5 milhão. Ele está em prisão preventiva desde dezembro de 2018 após quebrar medida cautelar ao manter contato com outro investigado na ‘Maus Caminhos’.
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Priscila Coutinho, que era diretora financeira da Salvare, foi condenada a 8 anos e 9 meses de prisão em regime fechado e deve pagar multa de aproximadamente R$ 199,2 mil. Ela foi delatora na operação ‘Maus Caminhos’.
Pablo foi condenado a 4 anos e 8 meses de prisão, em regime fechado e multa de aproximadamente R$ 37 mil. Paulo César de Souza foi condenado a 3 anos de prisão em regime aberto e multa de R$ 15 mil. Rossycleia da Silva a 3 anos, 1 mês e 15 dias de prisão em regime aberto e multa de R$ 16 mil.
Jennifer e Pablo também terão que devolver o valor de R$ 1,3 milhão desviado da Saúde do Amazonas, com atualização monetária, de acordo com o Manual de Cálculos da Justiça Federal.
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