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Meio Ambiente

Árvores gigantes da Amazônia podem ajudar cientistas a combater mudanças climáticas 

Especialistas reforçam importância da proteção dessas espécies.

Por Hugo Guimarães

05/09/2025 às 06:33

Crédito: Fernando Sette

Notícias de Meio Ambiente – Árvores gigantes da Amazônia desempenham papel crucial na regulação do clima, na distribuição de chuvas e na preservação da história ecológica da floresta. Entre elas se destaca o angelim-vermelho (Dinizia excelsa), capaz de ultrapassar 80 metros de altura e viver por até 600 anos.

Em 2019, pesquisadores encontraram os primeiros exemplares, e em 2022 foi registrada a maior árvore do Brasil, com 88,5 metros de altura, em Almeirim (PA) — equivalente a um prédio de 30 andares. Ao todo, já são 20 árvores com mais de 70 metros identificadas entre o Pará e o Amapá.

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Segundo Diego Armando Silva, pesquisador do Instituto Federal do Amapá (IFAP), esses gigantes podem absorver até o dobro de carbono em comparação a árvores amazônicas médias. Uma única árvore pode concentrar cerca de 80% da biomassa de um hectare. Estimativas indicam idade média entre 400 e 500 anos.

Leia mais: Amazonas terá 12 representantes em conferência infantojuvenil sobre meio ambiente

Apesar da importância, muitas dessas árvores estão fora de áreas de conservação e sofrem pressão do desmatamento, garimpo e grilagem. No Pará, elas estavam originalmente em área de manejo florestal, onde a exploração madeireira é permitida.

Para ampliar a proteção, foi criado em setembro de 2024 o Parque Estadual Ambiental das Árvores Gigantes da Amazônia (Pagam), com 560 hectares de preservação integral. A medida busca proteger a maior árvore do Brasil e outras descobertas futuras.

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Ângela Kuczach, diretora da Rede Pró-Unidades de Conservação, alerta que a proteção ainda é insuficiente:

“Podemos ter árvores gigantes ainda não descobertas que já estão ameaçadas, por estarem fora de unidades de conservação.”

O governo do Pará iniciou a formação do conselho gestor do Pagam, que será responsável pelo plano de manejo e pela definição de atividades de pesquisa e visitação. Para Silva, a prioridade é avançar no monitoramento científico:

“Precisamos de estrutura mínima para receber pesquisadores e garantir estudos que ajudem a compreender melhor o papel dessas árvores no clima global.”

Enquanto isso, organizações ambientais seguem pressionando para que os gigantes da Amazônia recebam maior reconhecimento e proteção, fundamentais no combate às mudanças climáticas.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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