Brasil registra menor número de queimadas em agosto desde 2019, aponta INPE
Mapbiomas atribui redução às chuvas e menor uso do fogo, mas ANA alerta para avanço da seca no Nordeste.
- Foto: Joédson Alves
Notícias de Meio Ambiente – Dados do Programa Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o mês de agosto de 2025 apresentou o menor número absoluto de focos de queimadas desde 2019, considerando registros até o dia 22. O resultado reverte a tendência de alta observada nos últimos anos e ocorre em pleno período seco, que vai de maio a outubro.
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Segundo o monitoramento, houve uma redução de 59% nos focos em relação ao mesmo período de 2024. No ano passado, o país somava 97.742 ocorrências entre janeiro e 22 de agosto; neste ano, foram contabilizados 39.740. Apesar da queda, nove estados apresentaram aumento: Amapá, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rondônia, Rio Grande do Sul e Sergipe. Destes, apenas Bahia, Piauí e Rio Grande do Sul registraram mais de mil focos.
O Mato Grosso, mesmo em queda de 69%, voltou a liderar com 5.760 registros — número que representa o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por 2011. Para especialistas do Mapbiomas, o recuo se deve principalmente à volta das chuvas e ao uso reduzido do fogo como prática agrícola, especialmente na Amazônia. O bioma registrou redução de 70% na área queimada em relação a 2024.
Em São Paulo, os focos caíram 75% na primeira quinzena de agosto. O estado atribui a melhora ao investimento em monitoramento, capacitação de brigadistas e condições climáticas mais favoráveis. Ainda assim, a Defesa Civil mantém alerta em regiões do centro, norte e noroeste devido ao clima seco e quente.
Apesar dos avanços, a Agência Nacional de Águas (ANA) alerta para a intensificação da seca em 14 estados, sobretudo no Nordeste. A Caatinga voltou a registrar nível de Seca Extrema, o segundo mais severo do monitor da ANA.
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