Debate sobre Margem Equatorial não é contrassenso com agenda verde do Brasil, diz Marina
Ela enfatizou que essa decisão não é tomada de forma isolada por seu ministério.
- Foto: Bruno Spada
ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, esclareceu nesta segunda-feira, 18, que a discussão no Brasil sobre a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial não entra em contradição com a agenda ambiental do país. Ela enfatizou que essa decisão não é tomada de forma isolada por seu ministério, nem por qualquer outro, e ressaltou que no contexto internacional, a questão envolve múltiplos países.
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“A decisão sobre a exploração de petróleo não é atribuição do Ministério do Meio Ambiente, nem de nenhum ministério isoladamente. É uma decisão do Conselho Nacional de Política Energética, que avalia a oportunidade e a conveniência da matriz energética e da segurança energética do país”, explicou Marina Silva a jornalistas durante um evento na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse), organizado pela Confederação Nacional das Indústrias (CNI) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
No domingo, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, expressou otimismo quanto à possibilidade de o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Petrobras se reunirem em breve para discutir as condições ambientais necessárias para o início da campanha exploratória na Margem Equatorial, que se estende do Amapá até o Rio Grande do Norte. Essa questão gerou divergências dentro do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o Ibama negar um pedido de licença de exploração à Petrobras.
Marina Silva destacou que a decisão de explorar petróleo não é exclusiva de um país, pois prescindir dessa fonte de energia é um desafio global. Ela salientou que o Brasil pode contribuir para a matriz energética global limpa, aproveitando suas vantagens na produção de hidrogênio verde, mas observou que países como a China, Índia e a União Europeia ainda dependem do petróleo em suas matrizes energéticas.
Segundo a ministra, o governo brasileiro busca acelerar a transição para uma matriz energética global mais sustentável, com o compromisso de tornar a matriz energética nacional 100% limpa, aproveitando as fontes de energia eólica, hídrica, solar e de biomassa, além de servir como base para auxiliar outros países que enfrentam desafios semelhantes.

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