Petrobras e Ibama avançam para etapa final antes da perfuração na Foz do Amazonas
Simulado de emergência deve ocorrer em agosto e será decisivo para autorizar exploração.

Foto: © Arte Petrobras/Divulgação
Notícias de Meio Ambiente – A Petrobras e o Ibama chegaram a um acordo para realizar a Avaliação Pré-Operacional (APO) na bacia da Foz do Amazonas, litoral do Amapá, passo considerado crucial para a liberação da perfuração do primeiro poço de petróleo em águas profundas na região. O exercício, previsto para ocorrer entre 24 e 30 de agosto, testará planos de resposta a possíveis vazamentos e ações de resgate da fauna.
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A operação, que deve durar até quatro dias, contará com embarcações, equipamentos especializados e equipes treinadas. Por se tratar de uma área remota, o desafio logístico é considerado alto. Segundo a Petrobras, será mobilizada “a maior estrutura de resposta a emergências para perfuração exploratória já utilizada pela companhia”.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), celebraram o avanço, apontando o teste como “o último passo antes do início da pesquisa petrolífera na costa amapaense”.
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A exploração na Margem Equatorial, onde a Foz do Amazonas está localizada, é vista pelo governo como estratégica. Estimativas apontam que a região pode abrigar até 30 bilhões de barris de petróleo, com potencial de gerar R$ 1 trilhão em arrecadação.
No entanto, organizações ambientais alertam para riscos à biodiversidade e questionam a abertura de uma nova fronteira de exploração fóssil em um momento de compromissos globais para redução de emissões. Em fevereiro, parecer técnico do Ibama recomendou arquivar o pedido da Petrobras, alegando falhas no plano de resgate de espécies ameaçadas.
Mesmo com a resistência, o presidente do Ibama, Rodrigo Agostinho, autorizou em maio a realização da APO, após inspeções de embarcações, bases de apoio e equipamentos de resposta. Caso o simulado seja bem-sucedido, a Petrobras ficará mais próxima de iniciar a perfuração na costa do Amapá, em um projeto que divide opiniões entre desenvolvimento econômico e preservação ambiental.
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