Alerta dos EUA impacta voos da Gol e paralisa operações para a Venezuela
Outras companhias também paralisaram atividades.
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Notícias do Mundo – A TAP cancelou neste sábado (22) o voo TP170, que partiria de Lisboa às 10h com destino a Caracas, após um alerta de segurança emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). A companhia portuguesa informou que não estão garantidas condições seguras para operar no espaço aéreo venezuelano, especialmente na região da Zona de Informação de Voo de Maiquetía.
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Segundo nota da TAP, divulgada à imprensa portuguesa, o cancelamento ocorreu após as autoridades norte-americanas indicarem “atividade militar intensificada” e risco elevado para aeronaves que sobrevoem ou operam na Venezuela. A companhia recomendou que passageiros afetados entrem em contato com o atendimento para remarcações ou reembolsos.
A TAP não foi a única a reagir ao alerta. De acordo com o jornal El País, empresas como Iberia, Avianca e Gol também suspenderam ou cancelaram voos para Caracas. As companhias destacam preocupação com a instabilidade operacional e com a escalada militar na região, fatores que elevam o risco durante pousos, decolagens e até para aeronaves em solo.
O aviso emitido pela FAA na sexta-feira não proíbe formalmente voos sobre a Venezuela, mas orienta “cautela extrema”. O documento aponta deterioração da segurança, aumento das atividades militares e potenciais interferências nos sistemas de navegação por satélite (GNSS), essenciais para orientação e comunicação das aeronaves.
A tensão ocorre em meio ao reforço militar dos Estados Unidos no Caribe. Há relatos de deslocamento de navios de guerra, caças F-35 e da presença do porta-aviões USS Gerald Ford, enviado no âmbito da Operação Lanza del Sur, que combate supostas “narcolanchas” e reforça a atuação norte-americana próximo ao território venezuelano. Esse cenário tem levado companhias aéreas a adotar medidas preventivas e evitar riscos adicionais.
Ainda não há previsão de quando os voos para a Venezuela serão retomados, e as transportadoras monitoram continuamente as recomendações internacionais de segurança aérea.
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