Após atentado contra Miguel Uribe, Gustavo Petro gera revolta ao dizer que prioridade é “proteger a vida do atirador”
Político de direita foi baleado durante um ato de campanha em Bogotá.
Notícias do Mundo – O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, voltou a provocar polêmica ao se manifestar neste sábado (7) sobre o atentado contra o pré-candidato à presidência e senador de direita Miguel Uribe Turbay, baleado durante um ato de campanha em Bogotá. Em vez de condenar com firmeza o ataque à democracia e demonstrar solidariedade à vítima, Petro usou boa parte de sua fala para defender a proteção do autor dos disparos — um adolescente de 15 anos.
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VOCÊ SABIA?
O celular do suspeito de atirar no senador colombiano Miguel Uribe Turbay, baleado em um evento de campanha em Bogotá no último sábado (7), desapareceu durante a investigação, segundo fontes judiciais!
A informação, publicada pela revista Semana, levanta… pic.twitter.com/ZRqX5NQHAm— Rosa Cunha (@Conservadora191) June 9, 2025
Durante seu pronunciamento, que terminou à meia-noite, o presidente surpreendeu ao equiparar a vida da vítima, que está em estado crítico, à do agressor. “A vida da vítima – que está em boas mãos e nas quais confiamos – e a vida do assassino, que é um menor de idade, uma criança”, disse Petro, ao afirmar que o mais importante naquele momento era “a defesa da vida”. Ele continuou: “As leis e as normas nos obrigam a proteger a criança por ser criança, porque se não cuidamos das crianças da pátria, não teremos pátria”.
A fala causou indignação entre opositores, juristas e parte da população. Para muitos, a postura do presidente é incompatível com a gravidade do episódio, que representa um ataque direto à integridade do processo democrático. O senador Miguel Uribe, de 39 anos, foi atingido por dois tiros na cabeça por volta das 17h30 (horário local), em um comício na zona oeste da capital colombiana. Ele foi operado durante a madrugada de domingo e segue internado em estado grave.
O agressor, um adolescente de 15 anos, foi rapidamente identificado e detido pela polícia. Ainda não há informações confirmadas sobre motivações políticas ou se o ato teve apoio de terceiros.
Ao concentrar sua resposta na proteção do autor do crime, Petro ignora o impacto simbólico e institucional de um atentado contra um candidato à presidência.
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