Após novas tarifas de 100%, China acusa Estados Unidos de ter “dois pesos e duas medidas”
Fala se refere a postura com relação à imposição de taxas comerciais.
- Foto: Reprodução
Notícias do Mundo – A tensão comercial entre China e Estados Unidos voltou a escalar neste domingo (12), após o governo chinês acusar Washington de agir com “dois pesos e duas medidas” diante da decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de impor novas tarifas de 100% sobre produtos chineses. A medida amplia a guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta e ameaça comprometer o diálogo bilateral previsto para o fim de outubro.
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Em comunicado oficial, o Ministério do Comércio da China afirmou que a declaração de Trump representa “um exemplo típico de hipocrisia política e falta de coerência nas relações comerciais internacionais”. Segundo Pequim, as tarifas adicionais são “uma retaliação desproporcional” às novas regras chinesas que restringem a exportação de tecnologias ligadas à extração e produção de terras raras — um setor considerado estratégico para a indústria global de alta tecnologia.
Trump, por sua vez, justificou as novas taxações como resposta à “postura comercial extraordinariamente agressiva” da China. O presidente norte-americano anunciou que as tarifas, “além de qualquer outra já em vigor”, começarão a ser aplicadas a partir de 1º de novembro, podendo entrar em vigor antes dessa data. Ele classificou as recentes medidas de Pequim como “inaceitáveis” e afirmou que os Estados Unidos “não permitirão práticas que prejudiquem o livre comércio e a inovação tecnológica”.
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A decisão surpreendeu o governo chinês, que afirmou que as ameaças constantes de Washington “prejudicam gravemente os interesses da China e minam o ambiente das discussões econômicas e comerciais entre os dois países”. O porta-voz do ministério destacou ainda que “ameaçar com taxações elevadas não é a forma correta de cooperar com a China”.
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Com o novo capítulo da disputa, Donald Trump indicou que não vê mais motivo para participar do encontro com o presidente Xi Jinping durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), marcada para o final de outubro. Analistas avaliam que a escalada tarifária pode ter impactos diretos no mercado de tecnologia e energia limpa, que dependem fortemente dos minerais controlados por Pequim.
A rivalidade sino-americana, que já afetou cadeias globais de produção e investimento, ganha agora um novo elemento de tensão às vésperas de um ano eleitoral nos Estados Unidos.
*Com informações da Lusa
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