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Assessor de Trump revela que mais de 50 países já pediram negociações sobre tarifas

O temor é que os custos das importações sejam repassados ao consumidor.

Por Hugo Guimarães

06/04/2025 às 18:03

Notícias do Mundo O “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos já começa a gerar uma onda de reações ao redor do globo. Segundo o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Kevin Hassett, mais de 50 países procuraram o governo americano nos últimos dias com pedidos de negociação sobre as novas tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

Em entrevista concedida neste domingo (6) à rede ABC News, Hassett não revelou quais países entraram em contato, mas afirmou que o objetivo comum é claro: tentar suavizar os impactos da medida protecionista anunciada por Trump na semana passada. As novas alíquotas passaram a valer no sábado (5).

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Entre os principais alvos das tarifas estão a União Europeia (20%), a China (34%), a Coreia do Sul (25%) e o Japão (24%). O Brasil também foi incluído, com uma tarifa de 10% sobre todas as exportações para o mercado americano. No total, a medida afeta mais de 180 países e regiões.

Apresentado por Trump como um marco da “independência econômica” dos EUA, o anúncio do tarifaço ocorreu na última quarta-feira (2), apelidado por ele de “Dia da Libertação”. Segundo o presidente, as tarifas simbolizam o fim da “dependência de produtos estrangeiros” e representam um impulso à produção nacional.

“É a nossa declaração de independência econômica”, disse Trump em tom nacionalista. No entanto, as reações ao decreto têm exposto divisões até dentro do governo americano.

O próprio Hassett precisou negar que a ação tenha sido uma forma indireta de pressionar o Federal Reserve (banco central dos EUA) a reduzir as taxas de juros, como sugerem analistas econômicos. A pressão inflacionária causada pelas tarifas pode, ao contrário, levar o Fed a manter os juros altos por mais tempo.

Durante a entrevista, Hassett também foi questionado sobre a ausência da Rússia entre os países afetados. Segundo o conselheiro, a decisão de poupar Moscou se deu para não comprometer as negociações diplomáticas em curso com o Kremlin sobre o fim da guerra na Ucrânia.

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A escolha, no entanto, levantou críticas de opositores e analistas, que apontam para um possível viés político na construção das listas de alvos das tarifas.

Apesar da reação negativa dos mercados globais — com bolsas recuando e moedas oscilando —, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, buscou minimizar os riscos em entrevista à NBC News. “Não há razão para se falar em recessão com base nessas tarifas”, disse.

A fala contrasta com a preocupação generalizada entre economistas, que veem a medida como um potencial gatilho para inflação, elevação de juros, queda de produção e até desaceleração econômica global. O temor é que os custos das importações sejam repassados ao consumidor e que as empresas americanas não consigam suprir a demanda sem os insumos estrangeiros.

Na visão do governo Trump, as tarifas cumprem múltiplos objetivos: proteger a indústria nacional, negociar contrapartidas em temas sensíveis (como imigração e segurança), reduzir o déficit comercial e, de quebra, aumentar a arrecadação com impostos de importação.

Por outro lado, os críticos apontam para os perigos de uma espiral inflacionária, retração da atividade econômica e um cenário de incerteza nos mercados globais.

A movimentação de mais de 50 países em direção à Casa Branca, pedindo negociação, é um indicativo de que os desdobramentos do tarifaço devem se estender pelas próximas semanas — e que o jogo de forças no comércio global acaba de entrar em uma nova fase.

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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