Asteroide pode colidir com a Terra; veja a probabilidade
Cientistas continuam monitorando o YR4 e outros asteroides potencialmente perigosos.
- Foto: reprodução/internet
A ameaça de um possível impacto do asteroide YR4 com a Terra, em 2032, foi consideravelmente reduzida após uma revisão nas previsões da NASA. O risco, inicialmente estimado em 3,1%, caiu para 1,5% com base em novas observações feitas com telescópios terrestres. O asteroide, que possui um diâmetro estimado entre 40 e 90 metros, agora tem uma chance mínima de atingir o planeta no dia 22 de dezembro daquele ano, segundo cálculos atualizados.
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A descoberta do YR4 gerou um grande alvoroço na comunidade científica quando foi identificada, pois representava o maior risco potencial desde que a NASA iniciou o monitoramento de objetos celestes perigosos há mais de 20 anos. A avaliação inicial, de 3,1%, era a mais alta já registrada pela agência espacial americana e indicava uma preocupação significativa com a segurança planetária.
No entanto, a NASA revisou sua estimativa após coletar mais dados. Em um comunicado divulgado na quarta-feira, a agência explicou que, com base em observações mais recentes, a previsão foi ajustada para um risco muito menor. A Agência Espacial Europeia (ESA) também atualizou sua análise, reduzindo o risco para 1,38%. Segundo Richard Moissl, chefe do escritório de defesa planetária da ESA, o risco de colisão pode continuar a oscilar para cima e para baixo até que o valor caia para menos de 1% nos próximos meses.
A redução do risco do YR4 remete a um evento semelhante ocorrido nos anos 2000, quando o asteroide Apophis causou grande preocupação ao apresentar uma chance de 2,7% de colidir com a Terra em 2029. Após novas observações, esse risco foi praticamente eliminado, ilustrando como as previsões sobre a trajetória dos asteroides podem ser ajustadas com o tempo.
Embora o risco de colisão tenha diminuído, os cientistas continuam monitorando o YR4 e outros asteroides potencialmente perigosos. A constante vigilância dos céus é essencial para garantir que a Terra esteja protegida de possíveis ameaças cósmicas. Como mostram os exemplos de Apophis e YR4, a análise dos movimentos dos asteroides é um processo dinâmico, e as previsões podem mudar à medida que mais dados se tornam disponíveis.
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