Biden afirma que vai discutir com Netanyahu sobre morte de voluntários em Gaza
Presidente americano deve expressar frustrações com o ataque que matou sete pessoas.

Foto: Reprodução/AFP
A World Central Kitchen (WCK) ainda não definiu quando retomará suas operações humanitárias em Gaza, após o trágico ataque aéreo ocorrido na noite de segunda-feira (1), que resultou na morte de sete de seus trabalhadores. O fundador da WCK, José Andrés, acusou Israel de atacar sistematicamente o comboio de ajuda, gerando indignação e preocupação global.
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Em resposta ao ataque, uma agência de ajuda das Nações Unidas também suspendeu seus movimentos noturnos por pelo menos 48 horas, conforme declarou o porta-voz Stephane Dujarric. O ataque consistiu em vários ataques de precisão, aumentando a tensão na região.
O presidente americano, Joe Biden, expressou sua indignação com o ataque e planeja discutir o assunto diretamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em uma conversa agendada para quinta-feira. Um funcionário dos EUA revelou que Biden está “irritado” e “cada vez mais frustrado” com a situação e que expressará suas preocupações de forma enfática durante o diálogo.
Apesar da frustração de Biden, os funcionários da Casa Branca enfatizaram que a posição dos EUA em apoiar a atual operação militar de Israel permanece inalterada. Não houve “mudança na política”, mas sim uma mudança nas “frustrações do presidente”, afirmou o funcionário.
Além das mortes dos trabalhadores humanitários, Biden deve abordar outras questões urgentes, como o aumento da ajuda humanitária para Gaza, a situação dos reféns em andamento e as negociações de cessar-fogo. Também há preocupações dos EUA sobre uma possível incursão terrestre em Rafah, a serem discutidas durante a conversa com Netanyahu.
A suspensão das operações humanitárias e o aumento das tensões na região destacam a urgência de uma ação diplomática para resolver o conflito e garantir a segurança e o bem-estar da população afetada.
Redação AM POST
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