Brasileiro confessa homicídio da mulher e da filha no Japão
O crime ocorreu em Tóquio, onde a família residia

Foto: Reprodução/Interpol
Após intensa investigação, a polícia japonesa revelou detalhes chocantes sobre o caso de Anderson Barbosa, brasileiro acusado de assassinar brutalmente sua esposa, Manami Aramaki, e a filha do casal, Lily, em agosto de 2022. O crime ocorreu em Tóquio, onde a família residia.
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Conforme documentos e evidências obtidos pela polícia, Anderson confessou a um amigo ser o responsável pelas duas mortes, revelando em uma ligação telefônica: “Bati na esposa e acabei matando. Sem mãe seria muito triste e acabei matando a filha também”.
Inicialmente, Anderson admitiu apenas o assassinato da esposa, mas durante o desenrolar das investigações, mais detalhes macabros vieram à tona. Segundo o inquérito japonês, o crime foi motivado pelo medo de Anderson de que Manami pedisse o divórcio, o que poderia resultar na perda do Certificado de Residência no Japão, documento vital para sua permanência no país.
A polícia descobriu que Manami havia enviado mensagens a amigos expressando seu desejo de se separar de Anderson, e dias antes dos homicídios, o casal havia tido uma discussão acalorada. As autoridades concluíram que Anderson primeiro assassinou Manami e depois a pequena Lily, ambas vítimas de múltiplas facadas.
Anderson, que está detido preventivamente desde julho de 2023, enfrenta acusações graves no Brasil, incluindo homicídio duplamente qualificado. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) e aceita pela Justiça brasileira. Enquanto isso, as autoridades japonesas concluíram sua própria investigação, fornecendo detalhes perturbadores sobre a dinâmica dos crimes.
A defesa de Anderson emitiu uma nota afirmando que o relatório policial japonês é “incompleto e não pode servir de base para entender adequadamente os fatos”. No entanto, as evidências coletadas pela polícia apontam claramente para a culpa do acusado.
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A fuga de Anderson após os assassinatos lançou uma caçada internacional, com seu nome incluído na lista da Interpol. Ele foi encontrado quase um ano após o crime, em São Paulo, onde foi detido pelas autoridades brasileiras. Um acordo de cooperação jurídica internacional determinou que Anderson deveria permanecer sob custódia no Brasil e enfrentar julgamento pela Justiça Federal.
O caso chocou tanto o Brasil quanto o Japão, destacando a importância da cooperação entre as autoridades de diferentes países para investigar e julgar crimes transnacionais. A brutalidade dos homicídios, motivada pelo medo de divórcio, levanta questões sobre saúde mental, violência doméstica e os desafios enfrentados por estrangeiros em situações familiares e legais complexas em países estrangeiros.
Redação AM POST
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