Candidato da direita na Colômbia discursa atrás de vidro blindado e com colete à prova de balas
Abelardo de la Espriella reforçou esquema de segurança durante comício após dois integrantes de sua campanha serem mortos a tiros.
- Foto: Reprodução redes sociais
Resumo
O candidato a presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella discursou em um comício protegido por vidro blindado e usando colete à prova de balas após dois integrantes de sua campanha serem assassinados.
Notícias do Mundo – O candidato da direita à presidência da Colômbia, Abelardo de la Espriella, chamou atenção neste fim de semana ao participar de um comício protegido por uma estrutura de vidro blindado e usando colete à prova de balas. A medida ocorreu dias após dois integrantes de sua campanha serem assassinados no interior do país.
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As imagens do discurso repercutiram nas redes sociais e voltaram a expor o clima de tensão que marca a corrida presidencial colombiana. A eleição está prevista para ocorrer em 31 de maio e tem sido acompanhada por ameaças, atentados e reforço na segurança de candidatos.
Integrantes da campanha foram mortos em área rural
Segundo autoridades colombianas, o coordenador local da campanha de Espriella, Rogers Mauricio Devia, e o assessor Eder Fabián Cardona foram mortos a tiros na sexta-feira (16), no departamento de Meta, região centro-leste da Colômbia.
De acordo com a equipe do candidato, os dois retornavam de uma ação de recolhimento de materiais de propaganda eleitoral quando foram interceptados por quatro homens armados que estavam em motocicletas.
Os suspeitos abriram fogo contra os integrantes da campanha, que morreram ainda no local. O caso está sendo investigado pelas autoridades colombianas.
Vidro blindado e colete marcaram discurso
Após o ataque, Abelardo de la Espriella passou a intensificar o esquema de proteção durante compromissos públicos. No comício realizado neste fim de semana, o presidenciável apareceu cercado por segurança armada, protegido por vidro blindado e utilizando colete balístico durante todo o discurso.
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A cena reforçou a preocupação crescente com a violência política no país e virou símbolo da escalada de ameaças envolvendo candidatos colombianos.
Além de Espriella, outros nomes da disputa presidencial também afirmaram ter recebido ameaças de morte, entre eles o senador de esquerda Iván Cepeda e a candidata conservadora Paloma Valencia.
Região é marcada por guerrilhas e narcotráfico
O departamento de Meta, onde ocorreu o ataque contra integrantes da campanha, é considerado uma das regiões historicamente afetadas pela presença de grupos armados ilegais na Colômbia.
A área já foi reduto das extintas Farc e continua sendo apontada pelas autoridades como corredor estratégico para o tráfico de cocaína e outras atividades criminosas.
Na Colômbia, grupos armados ligados ao narcotráfico frequentemente tentam influenciar disputas eleitorais por meio de intimidação, violência e ataques contra lideranças políticas.
Com o aumento da tensão, o governo colombiano ampliou os esquemas de segurança para candidatos e integrantes das campanhas presidenciais.
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