Colômbia acusa Equador de interferir na eleição presidencial após anúncio de tarifas
Governo de Gustavo Petro criticou anúncio do presidente equatoriano Daniel Noboa sobre o fim de tarifas.
- Foto: reprodução
Resumo
A Colômbia acusou o Equador de interferência eleitoral após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciar o fim das tarifas sobre produtos colombianos depois de conversar com o opositor Abelardo de la Espriella. O episódio aumentou a tensão política às vésperas da eleição presidencial colombiana.
Notícias do Mundo – O governo da Colômbia acusou neste sábado (30) o Equador de tentar influenciar a eleição presidencial colombiana, marcada para este domingo (31). A reação ocorreu após o presidente equatoriano, Daniel Noboa, anunciar a retirada das tarifas de 100% aplicadas sobre produtos colombianos depois de conversar com o candidato opositor Abelardo de la Espriella.
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A decisão provocou forte reação do presidente colombiano, Gustavo Petro, e também do Ministério das Relações Exteriores da Colômbia, que classificou o episódio como uma “interferência deliberada” no processo eleitoral do país.
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Colômbia critica anúncio feito por Daniel Noboa
Segundo o governo colombiano, a manifestação pública de Noboa representaria uma violação ao princípio de não intervenção em assuntos internos de outro país.
Em nota oficial, a chancelaria da Colômbia afirmou que a atitude do presidente equatoriano ameaça a soberania nacional e o processo democrático colombiano.
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O Equador anunciou que irá eliminar as tarifas comerciais após diálogo com Abelardo de la Espriella, candidato identificado com a direita e aliado político de Noboa.
Polarização domina disputa presidencial
A eleição presidencial colombiana acontece em meio a um cenário de forte polarização política. As pesquisas apontam que nenhum candidato deve alcançar maioria suficiente para vencer no primeiro turno. Os nomes mais cotados para avançar ao segundo turno são o senador Iván Cepeda, apoiado pelo governo de Gustavo Petro, e o advogado Abelardo de la Espriella, ligado à extrema direita.
Enquanto Cepeda defende a continuidade da política de “Paz Total” implementada pelo atual governo, De la Espriella promete endurecer o combate aos grupos armados e rever acordos ligados às antigas Farc.
Disputa comercial agravou tensão diplomática
A crise entre os dois países começou em fevereiro, quando Daniel Noboa acusou a Colômbia de falhar no combate ao crime organizado na fronteira compartilhada. Na ocasião, o Equador impôs tarifas de até 100% sobre produtos colombianos, medida que acabou gerando retaliações comerciais entre os dois governos. Agora, a decisão de retirar parte dessas tarifas em meio ao período eleitoral elevou ainda mais a tensão diplomática.
Além da disputa política, a segurança pública e o avanço da violência seguem entre as principais preocupações dos eleitores colombianos.
Regiões afetadas por conflitos armados convivem com ataques envolvendo explosivos e drones, enquanto moradores cobram mais segurança e políticas sociais do próximo governo. Especialistas avaliam que o cenário de polarização e insegurança transformou a eleição presidencial colombiana em uma das mais tensas dos últimos anos.
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