Colômbia confirma segundo turno entre a direita de Espriella e a esquerda de Cepeda
Com 80% das urnas apuradas, candidato ‘outsider’ lidera disputa com 43% dos votos; senador apoiado por Petro surpreende pesquisas e alcança 41%

FOTO: Reprodução
Resumo
A eleição presidencial na Colômbia será decidida no segundo turno, marcado para o dia 21 de junho de 2026, entre o advogado de direita Abelardo de la Espriella e o senador de esquerda Iván Cepeda. Com 80% das urnas apuradas no primeiro turno, realizado neste domingo (31), Espriella lidera a disputa com 43% dos votos, trazendo propostas de tolerância zero contra grupos armados. Ele enfrentará Cepeda, apoiado pelo atual presidente Gustavo Petro, que contrariou as projeções e obteve 41% da preferência com uma plataforma de reformas sociais. A candidata Paloma Valencia terminou na terceira posição com 6% e está fora do pleito.
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Notícias do Mundo – A Colômbia consolidou um cenário de profunda fratura política e ideológica nas urnas. O primeiro turno das eleições presidenciais, realizado neste domingo (31), confirmou que o comando da Casa de Nariño será definido em uma rodada de votação final entre a direita e a esquerda. O processo eleitoral expôs a forte polarização que atinge a sociedade colombiana, pulverizando as chances de forças políticas alternativas.
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O avanço do discurso de tolerância zero
Com 80% das mesas de votação oficialmente apuradas pelos órgãos eleitorais, o advogado Abelardo de la Espriella confirmou o favoritismo inicial e assumiu a liderança da corrida presidencial, contabilizando 43% dos votos válidos. Apresentando-se ao eleitorado sob o rótulo de outsider — um ator fora do estabelecimento político tradicional —, Espriella construiu sua base de apoio com promessas firmes na área de segurança pública.
A plataforma de governo do candidato direitista espelha modelos contemporâneos de controle civil baseados na doutrina de tolerância zero contra organizações guerrilheiras e cartéis de narcotráfico atuantes no país. Entre suas principais propostas estruturais de campanha, destacam-se a promessa de combate ostensivo a grupos armados ilegais e a construção de megaprisões de segurança máxima para isolar lideranças criminosas.
A reação da esquerda e o fator Petro
Na segunda colocação, o senador Iván Cepeda registrou um desempenho superior ao que apontavam os principais institutos de sondagem de intenção de voto ao longo das últimas semanas. Contrariando as projeções técnicas de bastidores, Cepeda avançou para a etapa final do pleito ao consolidar 41% do total de sufrágios apurados.
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Cepeda conta com o suporte político direto e a estrutura partidária aliada ao atual presidente colombiano, Gustavo Petro. O congressista assegurou sua vaga no segundo turno defendendo a continuidade de uma agenda progressista voltada para a implementação de reformas sociais profundas e a manutenção de canais diplomáticos para negociações de paz com grupos insurgentes, contrapondo-se ao modelo punitivo de seu adversário.
Resultado Parcial – Eleições na Colômbia 2026
| Candidato(a) | Alinhamento Político | Percentual de Votos (80% Apurados) | Status no Pleito |
| Abelardo de la Espriella | Direita / Outsider | 43% | Classificado para o 2º Turno |
| Iván Cepeda | Esquerda (Apoio de Petro) | 41% | Classificado para o 2º Turno |
| Paloma Valencia | Centro-Direita / Direita | 6% | Eliminada da Disputa |
Isolamento da terceira via e data do pleito
O forte alinhamento dos eleitores em torno das duas candidaturas antagônicas sufocou as chances de outras frentes políticas no país. A candidata Paloma Valencia, que tentava se posicionar como alternativa na disputa presidencial, encerrou sua participação no pleito com uma votação expressivamente baixa, registrando apenas 6% do total apurado e ficando de fora da rodada final.
De acordo com o calendário oficial divulgado pelas autoridades governamentais, os eleitores colombianos retornarão aos centros de votação no dia 21 de junho de 2026 para escolher o novo chefe de Estado. As próximas três semanas serão marcadas por intensas negociações de bastidores em busca do apoio dos votos nulos, brancos e dos eleitores remanescentes de Paloma Valencia para definir o futuro político da nação sul-americana.
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