Comissão do Congresso da Colômbia pede suspensão do mandato de Petro
Decisão foi tomada sozinha pela parlamentar Gloria Arizabaleta, presidente da Comissão de Investigações e Acusações do Congresso colombiano

FOTO: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images
Resumo
A presidente da Comissão de Investigação e Acusações do Congresso da Colômbia determinou a suspensão provisória do mandato do presidente Gustavo Petro até o segundo turno das eleições presidenciais. A decisão provocou controvérsia e foi contestada por integrantes do governo e ex-parlamentares, que alegam falta de competência legal para a medida.
Notícias do Mundo – A presidente da Comissão de Investigação e Acusações do Congresso da Colômbia, Gloria Arizabaleta, determinou nesta quarta-feira (10) a suspensão provisória do mandato do presidente Gustavo Petro. A medida cautelar prevê o afastamento temporário do chefe de Estado até o dia 21 de junho, data marcada para o segundo turno das eleições presidenciais no país.
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A decisão foi tomada individualmente pela parlamentar e gerou imediata reação de integrantes do governo colombiano e de aliados do presidente.
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Decisão cita suposta participação política
Segundo o documento, a suspensão foi fundamentada em uma suposta falta grave atribuída a Petro, relacionada ao envolvimento em atividades políticas durante o período eleitoral.
A medida foi adotada pela presidente da comissão sem deliberação do colegiado, o que ampliou os questionamentos sobre sua legalidade.
Governo contesta medida
O ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, afirmou que a decisão não encontra respaldo na legislação colombiana.
Segundo ele, a Comissão de Investigação e Acusações possui apenas função instrutória e não teria competência para determinar o afastamento do presidente da República.
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Benedetti argumentou ainda que uma eventual suspensão presidencial dependeria de procedimentos específicos envolvendo a Câmara dos Representantes e o Senado colombiano.
Ex-presidente do Congresso também questiona ato
O ex-presidente do Senado colombiano, Roy Barreras, também criticou a decisão e declarou que a medida não deverá produzir efeitos práticos.
Em manifestação nas redes sociais, Barreras afirmou que a comissão não possui autoridade constitucional para afastar o chefe do Executivo por iniciativa individual de um de seus integrantes.
Eleições entram na reta final
A decisão ocorre em meio à disputa presidencial na Colômbia. O segundo turno está marcado para 21 de junho e será disputado entre Abelardo de la Espriella e Iván Cepeda, candidato apoiado por Gustavo Petro.
No primeiro turno, realizado em 31 de maio, De la Espriella obteve 43,7% dos votos, enquanto Cepeda alcançou 40,9%.
O processo eleitoral tem sido marcado por debates sobre a apuração dos votos. Petro chegou a levantar suspeitas sobre possíveis irregularidades, enquanto seu candidato reconheceu oficialmente o resultado da primeira votação dias depois.
Cenário segue indefinido
Até o momento, não há confirmação sobre a aplicação prática da decisão anunciada pela presidente da comissão. O caso deve gerar novos desdobramentos políticos e jurídicos nos próximos dias, em meio ao período decisivo da corrida presidencial colombiana.
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