Confiança no Governo Milei aumenta, mas presidente enfrenta crise no Congresso Argentino
Índice supera marcas dos ex-presidentes Alberto Fernández e Maurício Macri.

Foto: Augustin Macarian/Reuters
A gestão de Javier Milei à frente da Presidência da Argentina registrou um aumento no Índice de Confiança no Governo durante o mês de agosto. De acordo com dados recentes, o índice alcançou 2,54 em uma escala de 0 a 5, marcando um crescimento de 6,8% em relação ao mês anterior. A pontuação atual é a mais alta desde o início da série histórica, superando os índices iniciais dos ex-presidentes Alberto Fernández e Maurício Macri.
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O Índice de Confiança no Governo reflete a percepção dos eleitores sobre cinco aspectos-chave: a preocupação do governo com o interesse geral, a eficiência na administração dos gastos públicos, a honestidade dos servidores, a capacidade de resolver os problemas do país e a avaliação geral da gestão. A pesquisa, realizada entre 1º e 9 de agosto, ouviu mil eleitores em todo o país e revelou uma melhora em todos esses pontos durante o último mês.
Apesar do aumento na confiança popular, o governo de Milei enfrenta desafios significativos no Congresso. Desde que assumiu o poder com a coalizão de direita “La Libertad Avanza”, Milei tem tentado implementar reformas econômicas drásticas para combater a inflação galopante, que alcançou 263,45% nos últimos 12 meses. Entre suas principais medidas estão a redução de subsídios federais, a privatização de empresas estatais e o congelamento de reajustes salariais e de pensões.
No entanto, o Congresso argentino, onde Milei não possui maioria, tem resistido às propostas do presidente. Recentemente, o Senado aprovou uma lei que vincula o reajuste de pensões e aposentadorias à inflação, uma medida que vai contra a agenda fiscal do governo. A Casa Rosada já anunciou que vetará o projeto, alegando que ele elevaria os gastos públicos em 1,2% do PIB. Mesmo assim, a proposta conta com apoio suficiente no Congresso para derrubar o veto presidencial.
Diante do impasse, o governo ameaçou recorrer à Suprema Corte para impedir a implementação da lei. “Não voltaremos atrás. Não há negociação; a decisão está tomada”, afirmou Manuel Adorni, porta-voz da Presidência, em coletiva de imprensa na última segunda-feira (26).
Paralelamente às disputas no Legislativo, o governo Milei também propôs uma polêmica redução da maioridade penal para 13 anos, aprofundando o debate sobre segurança pública no país.
Redação AM POST
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