Mundo

Mundo


A notícia que atravessa o Brasil!

Pesquisar por em AM POST

Desastres naturais levam anualmente 26 milhões de pessoas à pobreza

Causa ainda, perdas anuais de 520 mil milhões de dólares no consumo, revela relatório publicado hoje (14) pelo Banco Mundial.

Por Hugo Guimarães

14/11/2016 às 12:56

Os desastres naturais atiram para a pobreza 26 milhões de pessoas todos os anos e provocam perdas anuais de 520 mil milhões de dólares no consumo, revela relatório publicado hoje (14) pelo Banco Mundial.

Intitulado “Inquebrável: Construir a Resiliência dos Pobres Perante Desastres Naturais”, o relatório do Banco Mundial e da Instituição Global para a Redução de Desastres e Recuperação (GFDRR) avisa que o impacto humano e econômico dos fenômenos climáticos extremos é muito mais devastador do que se pensava.

“Os choques climáticos severos ameaçam fazer reverter décadas de progressos contra a pobreza”, disse o presidente do Grupo Banco Mundial, Jim Yong Kim, citado em um comunicado da instituição.

PUBLICIDADE

“As tempestades, as inundações e as secas têm graves consequências humanas e econômicas, com os pobres pagando, muitas vezes, o preço mais elevado. Construir resiliência aos desastres não só faz sentido em termos econômicos, como é um imperativo moral”, acrescentou.

O relatório analisa os efeitos dos fenômenos climáticos extremos em duas medidas: as perdas patrimoniais e as perdas no bem-estar, o que permite avaliar melhor os danos para os pobres, já que “perdas de um dólar não significam o mesmo para uma pessoa rica do que para uma pessoa pobre”.

Em todos os 117 países estudados, escrevem os autores, o efeito dos extremos climáticos no bem-estar, medido em perdas no consumo, é maior do que nas perdas patrimoniais.

Uma vez que os efeitos dos desastres naturais afetam desproporcionadamente os pobres, que têm uma capacidade limitada para lidar com eles, o relatório estima que o impacto no bem-estar nesses países seja equivalente a perdas no consumo de 520 mil milhões de dólares por ano.

A estimativa ultrapassa todas as previsões anteriores em até 60%.

Os investigadores exemplificam que, se fosse possível evitar todos os desastres naturais em oito países estudados, o número de pessoas na pobreza extrema – que vivem com menos de um dólar por dia – cairia em 26 milhões.

Divulgado durante a conferência do clima da ONU (COP22), a decorrer em Marraquexe até dia 18, o relatório sublinha a urgência da adoção de políticas inteligentes em termos climáticos, para melhor proteger os mais vulneráveis.

PUBLICIDADE

Os pobres estão tipicamente mais expostos aos desastres naturais, perdendo mais na proporção da sua riqueza, e muitas vezes não têm apoios, seja da família, dos sistemas financeiros ou dos governos.

O relatório do BM usa um novo método para medir os danos dos desastres, contabilizando o peso desigual dos desastres naturais nos pobres.

Os autores exemplificam que o ciclone Nargis, que afetou a Birmânia (Myanmar), em 2008, forçou até metade dos agricultores do país a vender propriedades, incluindo terra, para aliviar o peso da dívida que contraíram devido ao desastre. As repercussões econômicas e sociais do Nargis serão sentidas por gerações, alertam.

O relatório avalia, pela primeira vez, os benefícios de intervenções que permitam aumentar a resiliência nos países estudados, incluindo sistemas de alerta, acesso melhorado à banca pessoal, políticas de seguros, e sistemas de proteção social que permitam ajudar as pessoas a responder e a recuperar melhor dos choques.

Combinadas, estas medidas ajudariam os países e as comunidades a pouparem 100 mil milhões de dólares por ano e a reduzirem o impacto dos desastres no bem-estar em 20%.

“Os países enfrentam um número crescente de choques inesperados como resultado das alterações climáticas”, disse Stephane Hallegatte, economista da GFDRR, acrescentando que “os pobres precisam de proteção social e financeira contra os desastres que não podem ser evitados”.

“Com as políticas que sabemos serem eficazes, temos a oportunidade de evitar que milhões de pessoas caiam na pobreza”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

Declaração de Transparência

Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

O AM POST está em todo lugar

Baixe agora mesmo o nosso app

Faça parte da comunidade

  • Praticidade na informação

  • Notícias todos os dias

  • Compartilhe com facilidade

WhatsApp Telegram
Sobre o TEA

A mente de uma criança com Transtorno do Espectro Autista pode ser associada a um quebra-cabeças. Parece difícil de entendê-la no primeiro momento. Porém, quando utilizamos a metodologia certa as tornamos fácil e percebemos que as dificuldades podem ser superadas.

Jorge Tertuliano

Últimas notícias

Manaus

Homem arranca fiação de loja em plena luz do dia na Zona Leste de Manaus

Suspeito foi filmado retirando cabos elétricos de um estabelecimento especializado em bolsas.

há 18 minutos

Esporte

Fifa anula suspensão, e artilheiro dos EUA vai poder enfrentar a Bélgica

Artilheiro da seleção norte-americana teve suspensão automática anulada pelo Comitê Disciplinar da Fifa e está liberado para atuar nas oitavas de final da Copa do Mundo.

há 31 minutos

Brasil

Mãe pede que jovens parem de soltar fogos e entra em desespero ao ver filho autista em crise

Moradora afirma que pediu para um grupo de jovens parar de soltar fogos com estampido, mas recebeu deboches enquanto o filho, autista nível 3, apresentava crise.

há 38 minutos

Mundo

Terremotos na Venezuela: número de mortos passa de 3,3 mil, diz governo

Novo balanço oficial aponta mais de 3.300 mortes, 16,7 mil feridos e milhares de desabrigados após os terremotos que atingiram a região central da costa venezuelana.

há 53 minutos

Esporte

Inglaterra elimina o México em jogo eletrizante

Seleção inglesa venceu por 3 a 2 no Estádio Azteca, superou a pressão da torcida mexicana e agora terá pela frente a Noruega.

há 1 hora