Desiludidos com ditadura de Maduro, eleitores venezuelanos não vão às urnas em pleito de legisladores e governadores
Durante todo o domingo, membros das forças armadas superaram o número de civis em muitos centros de votação.
- Foto: Reprodução Instagram @nicolasmaduro
Notícias do Mundo – Os venezuelanos, ainda abalados com o resultado da eleição presidencial do ano passado, não responderam no domingo, 25, aos apelos do governo para que saíssem e votassem em legisladores, governadores e outras autoridades. Isso deixou os centros de votação praticamente vazios em alguns momentos e colocou as autoridades na defensiva.
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A eleição – que a oposição política pediu que a população boicotasse – foi a primeira a permitir a ampla participação dos eleitores desde a disputa presidencial que Nicolás Maduro alegou ter vencido em 2024, apesar das evidências confiáveis em contrário.
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Durante todo o domingo, membros das forças armadas superaram o número de civis em muitos centros de votação na capital do país, Caracas, onde não se formaram filas do lado de fora. Porém, altos funcionários do governo insistiram que os centros de votação tiveram uma participação tão grande que tiveram que permanecer abertos após as 12 horas programadas de operação.
Com mais de 21 milhões de eleitores convocados às urnas, a eleição buscava eleger 285 deputados para a Assembleia Nacional e 24 governadores, incluindo, pela primeira vez, representantes de um estado criado unilateralmente pelo regime em uma área do território do Essequibo, que há mais de um século é objeto de disputa com a Guiana. A iniciativa é considerada uma manobra populista de Maduro para inflamar o nacionalismo e desviar a atenção da grave crise social, econômica e política que o país atravessa.
Apesar da ausência de dados oficiais até o momento, lideranças chavistas já proclamaram uma “vitória esmagadora”, ignorando a baixa adesão popular. A narrativa oficial segue tentando construir a imagem de um governo estável e soberano, mesmo diante do descrédito internacional e da crescente rejeição interna.

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