El Niño de 2026 pode ser o mais forte em 150 anos, aponta agência científica dos EUA
Órgão americano eleva para 82% a chance de consolidação imediata do fenômeno

Mapa mostra as anomalias de temperatura da superfície do mar no Pacífico em abril de 2026. Áreas em azul indicam águas mais frias que a média, padrão associado à La Niña — Foto: NOAA
Resumo
A agência científica e regulatória dos EUA, Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA) aumentou para 82% a chance de o fenômeno El Niño se formar entre maio e julho, com previsão de consolidação acima de 90% até o fim de 2026.
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Notícias do Mundo – O clima global deve passar por transformações profundas e severas nos próximos meses. Em um relatório oficial divulgado nesta segunda-feira (18), a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA) atualizou as suas projeções científicas e elevou para 82% a probabilidade de formação do fenômeno El Niño já no trimestre que compreende os meses de maio a julho. Os dados de satélite apontam um aquecimento extremamente rápido e incomum das águas do Oceano Pacífico equatorial, indicando uma chance superior a 90% de o fenômeno se consolidar totalmente até o final do ano.
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Super El Niño à vista e calor recorde
Os modelos meteorológicos de alta precisão mostram que as anomalias térmicas nas águas oceânicas correm o risco de romper a barreira dos 2°C acima da média histórica. Essa variação drástica eleva para 67% a probabilidade de o planeta enfrentar um evento climático classificado nas categorias de “forte” ou “muito forte” (conhecido popularmente como Super El Niño).
Cientistas e climatologistas alertam que o somatório dessas forças atmosféricas deve intensificar a presença de massas de ar quente sobre o continente sul-americano, bloqueando a chegada de frentes frias e estendendo ondas de calor intenso fora de época. A expectativa é de que esses fatores consolidem a transição para o ano de 2027 como o período com a maior temperatura média já registrada em toda a história da humanidade.
Norte e Nordeste em rota de seca extrema
No Brasil, os efeitos da mudança climática serão sentidos de forma polarizada e violenta a partir do segundo semestre. As regiões Norte e Nordeste do país já entram em estado de alerta máximo devido ao risco de uma estiagem histórica.
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O El Niño atua criando um poderoso bloqueio atmosférico que impede a formação de nuvens de chuva nas regiões tropicais. Na bacia amazônica, a projeção é de uma redução drástica nos volumes de precipitação, o que causará:
Estresse hídrico severo: seca severa em vegetações e solos;
Crise na navegação: queda acentuada e rápida no nível dos rios, isolando comunidades que dependem do transporte fluvial;
Queimadas: aumento crítico no número de focos de incêndios florestais;
Prejuízos econômicos: ameaça direta ao abastecimento de água potável nas cidades e quebra na produção agropecuária regional.
Sul sob ameaça de inundações históricas
Caminhando no sentido oposto, os estados da Região Sul do Brasil enfrentam o fantasma do excesso de água. O aquecimento do Pacífico altera a circulação dos ventos de alta altitude, gerando uma espécie de corredor que canaliza e descarrega toda a umidade do continente diretamente sobre os estados sulistas.
O prognóstico para o segundo semestre indica um aumento substancial na frequência de tempestades severas, granizo e chuvas contínuas. O risco de enchentes e inundações históricas em áreas urbanas e ribeirinhas é considerado altíssimo. Diante do mapa de riscos desenhado pelos cientistas, os órgãos governamentais já começaram a se movimentar, forçando a Defesa Civil a revisar e reforçar com urgência todos os seus planos de contingência, evacuação e suporte humanitário para as populações de áreas vulneráveis.
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