El Niño pode elevar temperaturas globais em 2026 e afetar o Brasil
Essa mudança interfere diretamente nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.
- Foto: Divulgação/NASA Worldview/ND Mais
Resumo
Há entre 50% e 60% de probabilidade de formação do El Niño em 2026, segundo a Noaa. O fenômeno pode intensificar o calor global e provocar tempo mais seco no Norte e Nordeste do Brasil.
Notícias do Mundo – Uma projeção da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) indica que existe entre 50% e 60% de chance de o fenômeno climático El Niño se desenvolver ao longo de 2026. A expectativa é de que o evento ocorra entre julho e setembro, com potencial para elevar as temperaturas em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
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O que é o El Niño
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Equatorial. Esse processo acontece quando os ventos alísios — correntes de ar quentes e úmidas que sopram de leste para oeste — perdem força, alterando a circulação atmosférica global.
Essa mudança interfere diretamente nos padrões de chuva e temperatura em várias partes do mundo.
Impactos esperados no Brasil e no mundo
Historicamente, o fenômeno costuma provocar condições mais secas em regiões como Sudeste Asiático, Austrália, sul da África e no Norte e Nordeste do Brasil.
Por outro lado, áreas como o leste da África, o sul dos Estados Unidos, além de Peru e Equador, tendem a registrar aumento das chuvas durante episódios de El Niño.
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2026 pode ficar entre os anos mais quentes
O fenômeno ocorre de forma irregular, geralmente em intervalos de dois a sete anos. O episódio mais recente foi registrado entre 2023 e 2024 — período que entrou para a lista dos mais quentes já medidos globalmente.
Mesmo que o El Niño não se consolide com força em 2026, especialistas já projetam que o ano deve figurar entre os mais quentes da série histórica devido ao avanço do aquecimento global.
Dependendo do momento em que o fenômeno se estabeleça, os efeitos mais intensos podem ser sentidos apenas em 2027.
Mudança na forma de monitoramento
As transformações no clima global também levaram a ajustes na metodologia usada pela Noaa para identificar o El Niño.
Antes, a agência comparava a temperatura média da superfície do mar no Pacífico por três meses com a média histórica de 30 anos. Com o aquecimento progressivo dos oceanos, o critério foi atualizado.
Hoje, a análise considera o quanto a região centro-leste do Pacífico está mais quente ou mais fria em relação aos demais trópicos, tornando o diagnóstico mais preciso diante do novo cenário climático.
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