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Em crítica ao discurso de Lula na ONU, Zelenskiy questiona interesse do Brasil em buscar paz na Ucrânia

Presidente da Ucrânia critica esforços do Brasil e China e alerta sobre riscos de prolongamento do conflito.

Por Jhon Lobato

26/09/2024 às 07:45

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, levantou sérias dúvidas sobre o verdadeiro interesse do Brasil e da China em buscar a paz na guerra dos ucranianos contra a Rússia, durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele argumentou que as alternativas à sua “fórmula de paz” não apenas ignoram as necessidades dos ucranianos, mas também oferecem à Rússia a oportunidade de manter a guerra. A declaração ocorreu em meio a uma crescente pressão internacional por soluções diplomáticas.

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Zelenskiy afirmou que propostas como a apresentada por Brasil e China, que sugerem uma conferência internacional de paz, poderiam, na verdade, resultar em uma “trégua congelada” que não atende aos interesses ucranianos. “Os únicos prêmios que Putin lhe dará em troca são mais sofrimento e desastres”, disse o líder ucraniano, criticando a falta de um compromisso real com a paz. Essa posição evidencia uma desconfiança crescente em relação ao papel de países que buscam mediar o conflito sem um entendimento profundo da situação.

Em sua crítica, o presidente ucraniano também alertou que a promoção de alternativas sem uma verdadeira convicção para a paz “dá a Putin o espaço político para continuar a guerra”. Ele questionou a intenção de Brasil e China, sugerindo que suas propostas podem servir para ampliar suas influências regionais em detrimento da soberania ucraniana. “Quando alguém tenta silenciar nossas vozes, surge a pergunta: qual é o verdadeiro interesse?”, enfatizou.

O discurso de Zelenskiy na ONU coincide com a defesa do presidente Lula (PT), que havia promovido a proposta de paz em seu próprio discurso. Lula, ao ser questionado sobre as declarações de Zelenskiy, minimizou a crítica e sugeriu que o presidente ucraniano não está conseguindo alcançar uma paz duradoura. “A solução é diplomática, não militar”, afirmou Lula, desconsiderando o apelo de Zelenskiy por um suporte mais robusto à sua iniciativa de paz.

Entretanto, a insistência de Lula em uma abordagem conciliatória levanta questões sobre a eficácia e a moralidade de sua posição. A proposta sino-brasileira, que busca um diálogo inclusivo, pode ser vista como uma tentativa de minimizar a gravidade da agressão russa, desconsiderando o contexto histórico e as realidades do conflito. Zelenskiy lembrou que a história está repleta de consequências devastadoras quando grandes potências ignoram as vozes dos mais vulneráveis.

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O discurso de Zelenskiy também tocou em questões mais amplas, como o risco nuclear gerado pela guerra e a impotência do Conselho de Segurança da ONU diante do poder de veto da Rússia. Ele enfatizou que o mundo não pode se dar ao luxo de permitir que esse tipo de agressão persista e que países como Brasil e China deveriam entender a urgência da situação em vez de buscarem vantagens geopolíticas.

Com um “plano de vitória” a ser apresentado ao presidente dos EUA, Joe Biden, Zelenskiy continua a busca por apoio efetivo na luta contra a invasão russa. Sua mensagem clara é de que qualquer proposta de paz que não considere a soberania e os interesses da Ucrânia é, na verdade, um retrocesso que pode prolongar a dor e o sofrimento do povo ucraniano.

Redação AM POST

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Este conteúdo pode ter sido produzido com o apoio de ferramentas de inteligência artificial, utilizadas para auxiliar na pesquisa, organização e estruturação do texto. Todo o material é revisado, editado e validado pela equipe editorial do AM Post.

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