EUA apreendem petroleiro na costa da Venezuela e ampliam tensão com Maduro; veja vídeo
Trump vem pressionando o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, a renunciar.
- Foto: © Donald Trump Truth Social/Divulgação
Notícias do Mundo – Os Estados Unidos apreenderam um petroleiro na costa da Venezuela em uma operação que elevou imediatamente o preço internacional do petróleo e aprofundou a crise diplomática entre Washington e Caracas. A ação, anunciada pelo presidente Donald Trump, marca o primeiro movimento direto contra uma embarcação após o aumento da presença militar norte-americana na região — medida que vinha sendo interpretada como um aviso ao governo de Nicolás Maduro.
Trump afirmou que o petroleiro era “muito grande, o maior de todos os tempos”, sem revelar detalhes técnicos nem confirmar oficialmente o nome da embarcação. A declaração reforçou o tom de confrontação, já que o presidente norte-americano vinha pressionando Maduro a deixar o poder e não descartava publicamente a possibilidade de intervenção militar na Venezuela.
Pirataria: EUA interceptam e apreendem navio petroleiro perto da costa da Venezuela ☠️ https://t.co/SW3OxVHt2T pic.twitter.com/qKYxl970Xe
— Jeff Nascimento | jnascim.info no Bsky (@jnascim) December 10, 2025
Quando questionado sobre o destino da carga, Trump respondeu: “Ficamos com ela, eu acho”, em mais um aceno à política de cerco econômico que Washington impõe ao país sul-americano.
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Operação militar conjunta e ação coordenada de agências dos EUA
A procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, confirmou a operação em uma postagem no X. Segundo ela, o FBI, o Departamento de Segurança Interna e a Guarda Costeira executaram o mandado de apreensão com apoio das Forças Armadas americanas.
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Bondi também divulgou um vídeo de 45 segundos mostrando dois helicópteros militares manobrando sobre um petroleiro enquanto agentes armados realizavam rapel para tomar controle da embarcação. A gravação circulou amplamente e reforçou o caráter de alta complexidade da operação.
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O governo norte-americano não forneceu detalhes oficiais sobre a embarcação apreendida, mas a empresa britânica de risco marítimo Vanguard informou acreditar que o alvo tenha sido o petroleiro Skipper, já sancionado pelos EUA sob a acusação de transportar petróleo venezuelano e iraniano em operações consideradas ilícitas por Washington.
Rota, carga e sanções internacionais
Dados analisados pelo TankerTrackers.com e documentos internos da estatal venezuelana PDVSA indicam que o Skipper deixou o porto de Jose entre 4 e 5 de dezembro, carregado com cerca de 1,1 milhão de barris de petróleo bruto pesado Merey, uma das principais commodities de exportação da Venezuela.
A carga teria como destino mercados alternativos usados por Caracas para driblar sanções dos EUA, reforçando a suspeita de que a rota, o volume e a origem do petróleo motivaram a operação.
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O envolvimento do Irã — parceiro estratégico de Maduro — também pesou. Washington acusa o regime iraniano de abastecer e financiar Caracas em troca de petróleo, em uma relação que dribla sistemas de monitoramento internacionais.
Mercado reage e petróleo dispara após operação
A notícia da apreensão fez os contratos futuros do petróleo subirem, refletindo o temor de interrupções na cadeia de fornecimento e a possibilidade de escalada militar mais ampla no Caribe.
Operadores do mercado consideraram a ação um sinal claro de que os EUA pretendem intensificar o cerco ao petróleo venezuelano, um dos poucos ativos que ainda sustentam financeiramente o regime de Maduro.
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Maduro evita comentário público e mantém discurso militar
Apesar do impacto internacional da operação, Nicolás Maduro não mencionou a apreensão em seu discurso durante as comemorações de uma batalha militar venezuelana. Analistas interpretaram o silêncio como uma tentativa de evitar demonstrações de fragilidade em meio à pressão externa.
A omissão também ocorre em um momento delicado: Maduro enfrenta isolamento diplomático crescente e dificuldades para manter aliados operacionais após anos de sanções, queda de produção e fuga de investimentos.
Crise geopolítica em aberto
A apreensão do petroleiro representa um novo capítulo da disputa entre Washington e Caracas, agora temperada por elementos militares, econômicos e estratégicos. Com a intensificação das operações navais e a retórica cada vez mais dura, cresce o temor de que um incidente possa desencadear um conflito aberto — mesmo que limitado.
Enquanto isso, o destino da carga, da tripulação e da própria embarcação segue indefinido, ampliando as incertezas e alimentando especulações de diplomatas, militares e especialistas em segurança energética.
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